Com fim da gratuidade, aumento da tarifa muda rotina de lazer de usuários do transporte em Sorocaba

Passagem sobe para até R$ 7,10 e usuários relatam preocupação com novos gastos aos fins de semana

Por Da Redação

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O aumento nas tarifas do transporte público coletivo, que entra em vigor no dia 30 de janeiro, tem preocupado moradores de Sorocaba que utilizam os ônibus principalmente para atividades de lazer e deslocamentos fora da rotina de trabalho.

Até então, a tarifa do transporte coletivo na cidade era de R$ 4,40 no passe social e R$ 5,90 no vale-transporte, com gratuidade total para estudantes e viagens gratuitas aos domingos e feriados, mediante uso do cartão social. Com o reajuste anunciado pela Prefeitura, a passagem passa a custar R$ 5,30 no passe social e R$ 7,10 no vale-transporte. O passe livre estudantil foi encerrado, sendo substituído por um desconto de 50%, o que fixa a tarifa em R$ 2,65. A gratuidade aos domingos e feriados também foi extinta.

Neste domingo (25), os terminais de ônibus Santo Antônio e São Paulo, ambos localizados na região central da cidade, registravam movimento abaixo do habitual. Ainda assim, usuários ouvidos no local relataram preocupação com os impactos do reajuste no dia a dia.

No terminal Santo Antônio, diversas pessoas afirmaram que utilizavam a gratuidade aos domingos para se deslocar até o Shopping Cianê, cuja entrada principal fica em frente às catracas do terminal. Com o fim do benefício, alguns usuários disseram que pretendem deixar de frequentar o local ou reduzir significativamente a frequência das visitas.

O estudante Gustavo Arruda, de 19 anos, contou que costuma utilizar o transporte coletivo aos fins de semana para ir a espaços esportivos mais distantes de sua residência. Segundo ele, com o novo custo, a tendência é buscar opções mais próximas ou acessíveis a pé, além de diminuir a frequência das saídas.

Já no terminal São Paulo, a professora Regina Carvalho relatou que não utiliza o transporte público com regularidade, mas acaba recorrendo ao ônibus devido à dificuldade para solicitar serviços de transporte por aplicativo. Para ela, o reajuste representa mais um fator de limitação no uso do serviço.

Usuários também relataram dificuldades para calcular o impacto do aumento no orçamento mensal. Uma pessoa, que preferiu não se identificar, afirmou que utiliza o transporte coletivo diariamente e que o reajuste terá peso significativo em seu balancete, mas disse que ainda aguarda o início da cobrança dos novos valores para dimensionar o impacto real.

Moradores de bairros mais afastados, como Parque São Bento e Aparecidinha, que contam com terminais ou miniterminais, também expressaram preocupação. Segundo eles, o aumento pode dificultar principalmente o deslocamento até a região central da cidade, onde se concentram opções de lazer e comércio. (Da Redação).