Casos de gravidez na adolescência diminuem 40% em Sorocaba
Redução de 40,73% foi registrada entre 2018 e 2024, segundo dados oficiais
A gravidez na adolescência é um tema da saúde pública. Em seis anos, de 2018 a 2024 (último ano com dados disponíveis), Sorocaba registrou redução de 40,73% no número de bebês de mães com menos de 20 anos. Em 2018, foram registrados 928 bebês; em 2024, o número caiu para 550, uma diminuição de 378 casos.
Em 2018, os casos de gravidez na adolescência representaram 9,85% do total de nascidos vivos, que somaram 9.415 bebês. Em 2024, os casos corresponderam a 6,67% do total de 8.242 nascidos vivos.
A redução ocorreu de forma progressiva ao longo dos anos. Em 2019, 2020 e 2021, o percentual de casos foi de aproximadamente 8,4%, com registros de 758, 740 e 717 bebês, respectivamente. A partir de 2022, a queda se intensificou, chegando a 2024, o menor índice registrado no período.
Região Metropolitana de Sorocaba
A Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) também acompanha a redução nos casos de gravidez na adolescência. De 2018 a 2024, a queda foi de 37,7%.
Em 2018, foram registrados 28.613 nascimentos, dos quais 3.279 foram de mães com menos de 20 anos, o que representou 11,46% do total. Já em 2024, houve 24.405 nascimentos, sendo 2.046 de mães menores de 20 anos, o equivalente a 8,38%.
Riscos
A gravidez na adolescência pode apresentar riscos à saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestação nessa faixa etária pode aumentar o risco de complicações para a mãe, o feto e o recém-nascido, além de impactos socioeconômicos, especialmente quando já fazem parte da realidade familiar.
Estudo Saúde Brasil, do Ministério da Saúde, realizado em 2018, indica uma das maiores taxas de mortalidade infantil entre filhos de mães com até 19 anos. O índice corresponde a 15,3 óbitos a cada mil nascidos vivos, associado à imaturidade biológica e a condições socioeconômicas desfavoráveis.
Outros riscos para as mães e os recém-nascidos incluem a ausência de amamentação; omissão ou recusa do pai; possibilidade de rejeição, conflitos familiares ou até expulsão da gestante; vulnerabilidade social — que envolve pobreza, situação de rua, migração e falta de suporte familiar — e interrupção dos estudos.