Pavimentação em ruas do Centro causa transtornos à população

Moradores relatam que irregularidades no calçamento, somadas à forte inclinação das vias, dificultam o tráfego e aumentam os riscos

Por Thaís Verderamis

Lajotas soltas e desníveis motivam pedidos de manutenção em rua da região central

Vias com subida já são um desafio por si só, seja a pé ou de carro. Dependendo da inclinação, exigem cuidados extras. No centro de Sorocaba, a rua Casimiro de Abreu é uma via íngreme pavimentada com lajotas de concreto. Em diversos pontos, segundo relatos de moradores, as peças estão soltas; em outros, há afundamento do solo, formando buracos que dificultam o tráfego de carros, motos e pedestres.

Ao lado, na rua Vicente de Carvalho, a pavimentação é de paralelepípedos. Entre as pedras cresce vegetação, o que, de acordo com quem circula pelo local, deixa o piso liso e escorregadio. A via também é íngreme e apontada como perigosa por moradores e usuários.

Morador da região há 12 anos, o pedreiro Cícero Pimentel, de 64 anos, afirma que acidentes são frequentes na rua Casimiro de Abreu, principalmente envolvendo motociclistas, que perdem o equilíbrio em razão do desnível e das peças soltas da via.

“Eu moro aqui. Os coitados dos motoqueiros vão subir e caem. Uns dias atrás, caiu um com uma moça na garupa; ela foi rolando a rua até o pé de goiaba. Toda semana cai gente aqui”, relata.

Segundo ele, a via precisa de intervenção. “Precisa asfaltar aqui, isso já era. Quem vive de antiguidade é museu”, comenta, ao se referir às lajotas de concreto.

O motorista Sandro de Sousa, de 55 anos, também mora na região e caminhava pela rua Vicente de Carvalho no momento da entrevista. Ele afirma que os problemas são antigos. “Antigamente eu passava bastante por aqui, sempre foi assim. É complicado ter ruas desse jeito, principalmente para pedestres e cadeirantes. A região tem muitas clínicas médicas, então precisa de vias melhores”, diz.

Sandro reforça que, na avaliação dele, a população tem direito a ruas bem conservadas. “O povo tem que cobrar, ir atrás dos direitos. Todo ano a gente paga imposto. Aqui precisa asfaltar, repavimentar”, afirma.

A recepcionista Gabriele Padilha, de 37 anos, trabalha na região e passa com frequência pelas duas vias. Segundo ela, a situação da rua Casimiro de Abreu dificulta até atendimentos de emergência. “A rua Casimiro de Abreu, na subida, é toda cheia de buracos. Uma vez estava pegando fogo na rua de cima e o caminhão do Corpo de Bombeiros não conseguiu subir; precisou dar ré e acessar pela outra rua”, conta.

A reportagem do Cruzeiro do Sul esteve no local e constatou que motoristas que conhecem as vias costumam desviar dos buracos e obstáculos. Já aqueles que não estão familiarizados com o trajeto enfrentam mais dificuldades, passando por desníveis que chegam a atingir partes do veículo.

O que diz a prefeitura?

A Prefeitura de Sorocaba foi questionada sobre a situação e, por meio de nota, informou que a Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo) enviará uma equipe técnica à rua Casimiro de Abreu “para identificar as necessidades de manutenção da via, inclusive quanto à possibilidade de reordenação das lajotas, a fim de que seja viabilizado o reparo o mais rápido possível”.

Em relação à rua Vicente de Carvalho, a administração municipal não se manifestou até o fechamento desta edição.