Mais de três mil empresas de Sorocaba pedem adesão ao Simples Nacional

Prazo termina em 30 de janeiro

Por Cruzeiro do Sul

Simples Nacional é o regime tributário diferenciado voltado a micro e pequenas empresas

Empresários de Sorocaba têm até 30 de janeiro para optar pelo Simples Nacional, regime tributário diferenciado voltado a micro e pequenas empresas. Dados da Receita Federal mostram que o município contabiliza 3.125 pedidos de adesão para 2026, entre solicitações deferidas, pendentes e canceladas.

Do total, 2.379 pedidos estão pendentes de análise, geralmente por pendências fiscais ou cadastrais. Outros 596 já foram deferidos, incluindo adesões imediatas e aquelas aprovadas após regularização, enquanto 150 solicitações foram canceladas a pedido dos próprios contribuintes.

Para o economista Marcos Canhada, o Simples Nacional tem papel estratégico para a economia sorocabana. “O Simples Nacional é um regime tributário simplificado, extremamente relevante para a economia de Sorocaba, pois engloba micro e pequenas empresas do município, responsáveis por uma parcela significativa da geração de empregos e da movimentação da economia local.”

Segundo ele, a simplificação do sistema tributário vai além da redução de impostos. “Com a simplificação na tributação, há redução no custo e na carga administrativa das empresas, favorecendo a formalização de negócios, estimulando o empreendedorismo e contribuindo para uma arrecadação sustentável, fortalecendo a economia da cidade e da região.”

Vantagens e cuidados

Entre os principais benefícios do regime, Canhada destaca a unificação de vários tributos em uma única guia, a redução da burocracia, alíquotas geralmente menores e maior facilidade no cumprimento das obrigações fiscais. Por outro lado, ele alerta para a necessidade de planejamento. “É fundamental verificar se a atividade é permitida no regime, acompanhar o faturamento para não ultrapassar o limite anual e manter as obrigações acessórias em dia.”

O economista aponta que a maior parte dos pedidos pendentes ocorre por débitos tributários ou inconsistências cadastrais. “Para evitar problemas, o empresário deve fazer um diagnóstico prévio da situação fiscal, regularizar pendências e manter o cadastro atualizado, preferencialmente com o apoio de um contador.”

Planejamento é essencial

Com o prazo final se aproximando, Canhada reforça que a escolha do regime tributário deve ser estratégica. “A principal orientação ao empreendedor é planejar. É preciso analisar o faturamento projetado, a margem de lucro e o tipo de atividade exercida, comparando o Simples Nacional com outros regimes. Buscar orientação especializada é fundamental para garantir que a decisão contribua para a saúde financeira e o crescimento sustentável do negócio em 2026 e ao longo da vida da empresa.”

Em âmbito nacional, a Receita Federal informou que mais de 447 mil empresários já solicitaram ingresso no Simples Nacional. Após 30 de janeiro, empresas que não concluírem a opção permanecerão no regime tributário atual durante todo o ano de 2026. (Caroline Mendes)