Vendas de flores de Natal têm ritmo mais lento neste final de ano
Pinheiros e flores vermelhas, tradicionais da época, registram queda na procura nas semanas que antecedem as festas
O período de Natal e Ano-Novo costuma impulsionar a procura por plantas ornamentais e flores utilizadas na decoração das ceias e também como opção de presente. No Ceagesp de Sorocaba, no entanto, o movimento de compras neste fim de ano ocorre em ritmo mais lento em comparação a anos anteriores, segundo funcionários do local.
Pinheiros e flores vermelhas, que tradicionalmente ganham destaque nesta época, começaram a ser comercializados no início de novembro, mas registraram redução na procura nas semanas que antecedem as festas de fim de ano.
Segundo Silvia Okuyama, funcionária de uma das lojas, o cenário ainda é de cautela. “Em comparação com o ano passado, as vendas estão um pouco mais lentas. Em outros pontos onde a empresa atua, o movimento é melhor, mas aqui ainda não reagiu totalmente”, afirma. Ela explica que a flor vermelha, associada ao Natal, segue entre as mais procuradas, assim como o pinheiro, mas observa que o estoque disponível é menor. “A produção foi reduzida neste ano e muitas vendas ocorreram de forma antecipada, o que também diminui a expectativa”, completa.
A comerciante Iolanda Dogen Tashiro, com mais de seis décadas de experiência no setor, avalia que a queda nas vendas reflete um momento econômico mais restritivo. “Houve redução em relação ao ano passado. Antes, muitas empresas realizavam festas e compravam mais. Hoje, os custos aumentaram”, diz. Ainda assim, ela ressalta que, além das plantas natalinas, há procura por espécies para jardins, plantas para ambientes internos e arranjos florais. “O pinheiro continua sendo uma escolha frequente para quem prefere decoração natural”, afirma.
Entre os consumidores, a relação com as flores vai além da decoração sazonal. Frequentadores do Ceagesp, os psicólogos Maria Rosa e José Osmir veem as plantas como parte do cotidiano da casa. “Uma casa sem flor é como uma sala sem cortina. A flor veste o ambiente”, define José Osmir. Para o casal, a escolha não está necessariamente vinculada ao Natal. “A gente deixa a emoção conduzir. As flores precisam combinar com o espaço”, explicam.
Já o designer Octacílio Antonelli, de 72 anos, foi ao Ceagesp especificamente em busca de flores vermelhas para a ceia natalina. “É para a decoração da mesa. Depois, os convidados levam as flores”, conta. Ele observa variações frequentes nos preços. “De uma semana para outra já muda. Hoje está mais caro, mas isso já era esperado.”
Para os comerciantes a expectativa é de que o movimento aumente nos dias que antecedem o Natal, ainda que sem repetir o desempenho registrado em anos anteriores. (Maria Clara Campos - Programa de Estágio)