Regional do MTE recebe novos fiscais do Trabalho
A Gerência Regional do Ministério do Trabalho (MTE) em Sorocaba recebeu ontem (1º) um reforço aguardado há anos: 17 novos auditores fiscais para a região, sendo 12 em Sorocaba e cinco em Itapeva. O aumento do quadro ocorre em meio ao crescimento de denúncias sobre informalidade, acidentes em ambientes industriais e casos de trabalho análogo à escravidão.
O chefe regional da Fiscalização do Trabalho, Ubiratan Vieira, enfatizou que o trabalho local tem demandas urgentes. Segundo ele, temas considerados prioritários são: trabalho infantil, trabalho análogo à escravidão, fiscalização do FGTS, registro de empregados e apuração de acidentes graves ou fatais. “Os processos chegam diariamente, tanto de sindicatos quanto do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal. Precisamos de mais gente. Só aqui recebemos cerca de 30 processos por mês do MPT, além de outros órgãos”, afirmou. Ele reforçou que problemas envolvendo empreiteiras e obras terceirizadas estão entre os principais desafios da região.
Os novos servidores passarão por cerca de dois meses de treinamento antes de atuarem diretamente. “Nossos sistemas eletrônicos são complexos e precisamos deles prontos para responder à grande demanda”, disse. Apesar do reforço, a região ainda sofre com déficit de funcionários administrativos.
Atualmente são 18 auditores em Sorocaba e 5 em Itapeva, número considerado muito abaixo do necessário diante da demanda crescente. Segundo o chefe regional, o Ministério do Trabalho planeja a reabertura da agência de Itu, prevista para 2 de fevereiro.
Entre os novos auditores, muitos têm origem em diferentes Estados do País — como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. “Quero contribuir para que o trabalhador exerça sua profissão com segurança”, disse Saulo Januário, de 42 anos. “O trabalhador tem o seu ganha-pão muitas vezes desrespeitado. Minha expectativa é fazer diferença na vida das pessoas”, afirmou Katherynne Cruz Rodrigues.
Ex-policial federal, Marcos Henrique, de 27 anos, disse que buscou a carreira por enxergar nela a possibilidade de atuação direta em situações graves: “É uma profissão em que você imagina o exercício e sente orgulho. Ajudar uma criança no semáforo ou alguém resgatado de trabalho escravo, isso faz diferença”. (Lavínia Carvalho - programa de estágio)