Preço do pão em Sorocaba pode variar até 30%

Confiança e qualidade continuam prioridades dos consumidores, que não identificam custo como impeditivo

Por Cruzeiro do Sul

O pão francês na chapa com manteiga e requeijão pode custar R$ 7,00 em uma padaria e R$ 15,30 em outra

O pão nosso de cada dia está mais salgado, segundo uma pesquisa do Procon-SP realizada em Sorocaba. O estudo apontou variações expressivas nos preços praticados por padarias da cidade: as diferenças chegam a 118% entre itens iguais. O levantamento, feito em seis estabelecimentos, revelou produtos como o pão francês na chapa com manteiga e requeijão, que podem custar de R$ 7,00 a R$ 15,30.

Entre as principais variações de preços encontradas está exatamente o pão francês, com diferença de 30%. O maior preço é R$ 23,40, o quilo, e o menor R$ 18,00. A diferença em valor absoluto é de  R$ 5,40, e o preço médio é R$ 22,12.

O café expresso pequeno está com diferença de 78%, com o maior preço a R$ 8,90 e o menor a R$ 5,00, sendo a diferença em valor absoluto de R$ 3,90 e preço médio de R$ 7,58.

Já o pão francês na chapa com manteiga apresenta uma variação de 105,56% – o maior preço é R$ 9,25 e o menor R$ 4,50, diferença em valor absoluto de R$ 4,75 e preço médio de R$ 7,41.

O pão francês na chapa com manteiga e requeijão na saída (item regionalizado) apresenta a maior diferença: 118,57%. O maior preço é R$ 15,30 e o menor R$ 7,00. E a diferença em valor absoluto de R$ 8,30 e preço médio de R$ 10,18.

Apesar das variações nos valores, os consumidores afirmam que o preço não é prioridade na hora da compra, conforme afirmaram entrevistados à reportagem.

“Eu nem sei quanto está o preço, eu só compro”, diz Seitsi Carlos Aguchiku, de 66 anos. O principal critério de escolha para o aposentado é a confiança no local. “Eu só compro em determinados lugares. Independentemente do preço que tiver, eu vou comprar naquelas pessoas em quem já confio. Não vou mudar o lugar que compro por causa de um real, dois ou três reais de diferença no quilo. Na quantidade que compro, não faz diferença.” A fidelidade aos pequenos comerciantes, segundo ele, é mais forte que qualquer variação de preço.

Para o casal Fabrício Souza Silva e Gabriela da Silva Oliveira, de 27 e 26 anos respectivamente, o fator decisivo na hora de escolher uma padaria para tomar café da manhã é a qualidade do produto e o cuidado no preparo. “Eu trabalho com cozinha e fico pensando: será que a cozinha daqui é limpinha? A gente preza muito por essa qualidade. Prefiro pagar mais caro do que ingerir algo de procedência duvidosa”, explica a auxiliar de cozinha.

Outros consumidores, como Otávio Augusto Souza Lima, de 22, preferem locais mais próximos da residência. Embora afirmem que o preço não é o principal motivo para comprar, percebem as diferenças nos valores. Fabrício destaca que o café, a muçarela e a coxinha são produtos que ele notou aumento nos preços. Otávio também concorda que o queijo foi o item que mais pesou no bolso. “O queijo subiu bastante. O pão subiu um pouco, e o presunto também.” Mesmo com o aumento, o corretor de imóveis não mudou seus hábitos: “Continuo comprando do mesmo jeito. Isso não influencia muito não.”

Para Gabriela, cuidar da alimentação é uma forma de investimento. “Pode até parecer mais econômico pagar menos, mas qual a qualidade do que você está consumindo? É fundamental investir na comida. Sem dúvida, vale a pena.” (Lavínia Carvalho programa de estágio)