Homem é preso em megaoperação contra abuso sexual de crianças

Suspeito foi detido no Jardim Tatiana com material de exploração infantojuvenil; ação faz parte da Operação Proteção Integral III

Por Cruzeiro do Sul

Trabalho mobilizou mais de 800 agentes e resultou em 55 prisões em flagrante em todo o País, incluindo uma em Sorocaba

Um homem de 44 anos foi preso em flagrante, na manhã de ontem (8), em Sorocaba, durante uma operação nacional de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu em um imóvel no Jardim Tatiana, onde os agentes encontraram material relacionado à exploração sexual infantojuvenil.

A ação fez parte da Operação Nacional Proteção Integral III, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com as polícias civis de 16 estados. Em Sorocaba, o mandado foi cumprido com apoio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Operações Especiais (GOE), ambos da Polícia Civil.

De alcance nacional, a operação tem como objetivo identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, especialmente aqueles praticados pela internet. Ao todo, foram cumpridos 182 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em diferentes estados do País.

Até a última atualização da PF — às 17h30 de ontem —, a operação havia resultado em 55 prisões em flagrante, duas apreensões de menores e duas vítimas resgatadas. No total, participaram 617 policiais federais e 273 policiais civis dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

Segundo a Polícia Federal, a Proteção Integral III dá continuidade a ações anteriores, realizadas entre março e maio deste ano, e reforça o combate à disseminação de conteúdo de abuso sexual infantil em plataformas digitais. Somente em 2025, entre janeiro e setembro, 1.630 mandados de prisão de condenados por crimes sexuais já foram cumpridos em todo o País.

A PF destacou que as investigações buscam não apenas prender suspeitos, mas também identificar vítimas e interromper redes de compartilhamento de material ilegal. As ações ocorrem de forma simultânea em várias regiões, com foco em suspeitos monitorados por meio de rastreamento digital e análise de dados de navegação. (Da Redação, com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)