Incêndios em carros vêm se tornando comuns
Incêndios em veículos nas vias de Sorocaba e cidades da região se tornaram comuns nos últimos meses. Foram pelo menos seis casos desde maio. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, de janeiro a julho de 2025 foram registradas 2.918 ocorrências desse tipo em todo o Estado, contra 2.889 registradas no mesmo período em 2024 — 24 casos a mais.
Em Sorocaba, conforme noticiado pelo Cruzeiro do Sul, um carro pegou fogo por pane elétrica no dia 5 de maio, na rua João Wagner Wey, no Jardim América. Já no mês de junho foram registradas três ocorrências, uma no dia 1º na avenida General Osório, no bairro Trujillo, e outros dois casos no dia 3: um na avenida Ipanema e outro na avenida Dom Aguirre. Nestes casos não foram divulgadas as causas. No dia 18 de junho, outro caso ocorreu na avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, por vazamento de combustível.
No dia 2 de agosto, na rodovia Marechal Rondon, um acidente terminou no veículo pegando fogo, em Tietê. Por último, no dia 29 de setembro um carro pegou fogo no Jardim Santo Antônio, em São Roque.
O mecânico Lucas Belline afirma que quando vê algo parecido presta atenção no modelo do carro ou se tem alguma alteração aparente. “Normalmente a gente vê acontecer com carros mais velhos. Os mais novos têm outras normas que evitam essas coisas. O que eu vejo bastante no nosso dia a dia são carros com instalações, por exemplo, de farol de milha, e aí fazem uma instalação fora dos padrões de fábrica”, explica.
O mecânico Lucio Fernando Moreira reforça que os modelos atuais são diferentes e, por isso, mais seguros. “Os veículos novos, de 2010 em diante, eles não são isentos, mas eu vejo que eles são mais robustos, até a própria construção. Até porque a própria engenharia do carro, o desenvolvimento, exigem muitas normas”, observa.
“Se o carro pegar fogo, mantenha a calma, saia do veículo e chame o Corpo de Bombeiros”, orienta Belline. Ele lembra da importância da manutenção. “Nos carros antigos as mangueiras ressecam, o que leva a abrir fissuras e a gente não vê”, ressalta Belline.
O pintor residencial Fábio Luiz de Oliveira conta que já passou pela experiência. “Uma vez pegou fogo em um carro meu, um Monza, por causa do injetor. Estava vazando e pegou fogo”. Atualmente o motorista tem um Ford Fiesta e diz que está sempre alerta. “Eu estou sempre de olho na parte elétrica e levo na revisão de seis em seis meses”, explica.