Polícia Civil esclarece autoria de disparos contra ônibus BRT
Autor do delito é um homem de 25 anos diagnosticado com deficiência psiquiátrica
O delegado titular do 8º Distrito Policial, Acácio Aparecido Leite, esclareceu sobre o caso de um homem, de 25 anos, que fez disparos contra veículos articulados do BRT, na manhã desta quinta-feira (23). De acordo com ele, o caso é investigado desde 15 de dezembro, quando motoristas perceberam que os ataques eram recorrentes. Os tiros eram efetuados por uma arma de pressão carregada com esferas de aço. Ainda conforme a polícia, o autor tem o diagnóstico de uma deficiência mental.
A princípio, os agentes acreditavam ser um atentado contra o transporte. Contudo, após apurações, eles descobriram que os disparos eram feitos de um prédio, localizado na rua Araçoiaba, região central da cidade. A proprietária do imóvel é a mãe do autor do delito.
Em depoimento à polícia, na semana passada, o homem alegou que comprou a arma de pressão para matar pombo. No entanto, o barulho do ônibus o incomodava e, portanto, realizava os disparos na tentativa de sanar o som.
“Embora ele trabalhe, tenha uma religião, esteja em um relacionamento, é nítido a sua deficiência psiquiátrica. Tudo isso é considerado na investigação”, relata o delegado.”A mãe também depôs e contou que, no passado, ele teve um histórico com drogas e, durante a pandemia, deixou de tomar os remédios. No entanto, atualmente, está estável e sem surtos”.
Durante o primeiro mandato de busca e apreensão no apartamento, a arma não foi localizada. Com a ajuda da mãe e outros familiares, o filho entregou o objeto no mesmo dia em que se apresentou à polícia na semana passada. Agora, nos próximos dias, o instrumento passará por perícia.
O caso continua sendo investigado e, por hora, é registrado como periclitação de vida e saúde. Até o momento, não houve relatos de vítimas atingidas pelos disparos, somente imagens dos danos causados nos veículos articulados. A Polícia Civil também avalia quais medidas deverão ser tomadas a respeito do autor do delito.
“Um coletivo desse pode levar até 160 pessoas. Você imagina que o motorista está dirigindo e escuta o disparo com 160 pessoas dentro? Poderia ter causado um acidente mais grave”, aponta Leite. “Portanto, registramos o caso como periclitação, porque ele colocou em risco a vida das pessoas”.