Pacientes enfrentam dificuldades para obter dieta enteral e organizam protesto
Prefeitura diz que a entrega foi interrompida devido à entrada do ano novo
Pacientes de Sorocaba que dependem de dieta enteral fornecida pela prefeitura enfrentam dificuldades devido ao atraso no reabastecimento desses produtos considerados essenciais. A situação, que afeta diretamente crianças e adultos com condições médicas que impedem a alimentação convencional, levou mães e familiares a organizarem um protesto, em frente ao Paço, para cobrar a regularização do fornecimento.
A prefeitura havia anunciado uma compra emergencial para repor os estoques, no fim de dezembro, mas o processo não foi concluído a tempo, deixando famílias em situação de vulnerabilidade. O problema tem gerado prejuízos financeiros e emocionais para os responsáveis pelos pacientes.
César Moreira, pai de uma criança que depende da dieta enteral, conta que precisou arcar com os custos do alimento especial por conta própria. “Eu não recebi a dieta e estou tendo que comprar. Entre a dieta e os insumos, já gastei R$ 3.500”, revela. “Vou precisar comprar mais duas caixas para chegar até o fim do mês, o que vai me custar R$ 1.500. Cada caixa dura, em média, seis dias e custa R$ 760”, acrescenta, preocupado com o impacto financeiro e a saúde do filho.
O que diz a prefeitura?
Em nota, a Prefeitura de Sorocaba informa que o processo de licitação para o fornecimento de dietas e complementos alimentares foi concluído, com os contratos publicados no Jornal do Município nº 3.633, de 14 de janeiro de 2025. Segundo o Poder Público, os estoques começaram a ser restabelecidos no dia 10, como previsto.
Ainda de acordo com o comunicado, o atraso foi causado por variações nos prazos de entrega durante o período de férias coletivas que impactaram a logística, incluindo o tempo de frete e a reposição de produtos. A prefeitura garantiu que está empenhada em regularizar o abastecimento de forma contínua para atender os pacientes dependentes desse suporte alimentar.
Solução urgente
Apesar da resposta oficial, a insatisfação persiste entre os familiares dos pacientes. Durante o protesto, eles destacaram que a irregularidade no fornecimento coloca a saúde de muitos em risco, além de representar um gasto inesperado e elevado para as famílias.