Denúncias ajudam a minimizar furtos de fiação e fortalecem fiscalização

Somente neste ano, equipes da Operação Ferro-Velho notificaram 15 estabelecimentos de sucata

Por Da Redação

Um dos objetivos é evitar a venda de fiação furtada. Crédito da foto: Divulgação

Furtos de materiais metálicos, principalmente de fiação elétrica, são um problema recorrente em Sorocaba e esbarram em questões sociais, conforme noticiado pelo Cruzeiro do Sul na segunda-feira (13). Muitos dos suspeitos comercializam os objetos, fruto das infrações, em ferros-velhos da cidade para sustentar o vício em drogas. Em entrevista à rádio Cruzeiro FM 92,3, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Seplan), Maurício Campanati, destaca a importância da denúncia para fortalecer a fiscalização nos estabelecimentos de sucata, por meio da Operação Ferro-Velho.

Conforme ele, somente neste ano, a ação, integrada com forças policiais, fiscalizou 25 locais e emitiu 15 notificações, sendo a maioria por falta de licenciamento. Neste cenário, as denúncias, tanto de furto quanto de comércio ilegal, auxiliam os agentes a identificarem os focos de delito.

“A denúncia é muito importante. Sorocaba é uma cidade grande, que cresce cada dia mais e esses estabelecimentos acabam mudando de lugar”, explica Campanati. “E as vítimas de furto também precisam denunciar, assim conseguimos fazer um mapeamento onde essas infrações mais ocorrem e intensificar a fiscalização.”

O assunto também é comum nas páginas do Cruzeiro. Em setembro de 2024, por exemplo, um casal foi abordado, na avenida Dom Aguirre, com aproximadamente 50 metros de fiação furtada. Dois meses depois, em novembro, moradores da Vila Independência denunciaram furtos de cabos de energia na rua Francisca de Queiroz e em áreas próximas. Já em dezembro, moradores do Jardim Simus, Vila São Caetano e Wanel Ville relataram uma série de crimes semelhantes na zona oeste.

Ainda de acordo com o secretário, a cidade possui legislações que regulamentam o funcionamento dos ferros-velhos, como a Lei Municipal nº 8.693/2009. Além disso, é obrigatório que esses estabelecimentos tenham monitoramento por câmeras, bem como as filmagens de pelo menos cinco dias arquivadas. Desta forma, é possível saber a origem do material recebido.

As denúncias, por sua vez, podem ser feitas pelos telefones da Ouvidoria (156), Guarda Civil Municipal (153) ou pelo WhatsApp (15) 99129-2426.