Primeira parcela do 13º chega neste mês
Economista recomenda usar dinheiro extra para pagar dívidas e fazer uma reserva
Novembro é o mês da primeira parcela do 13º salário. O dinheiro extra é esperado pelos assalariados para despesas de fim de ano e também para pagar dívidas. O salário adicional deve ser usado primeiramente para quitar débitos, diz o economista Marcos Antonio Canhada. Ele também recomenda poupar o dinheiro extra, se for possível, e usar uma parte para outras finalidades.
Segundo o economista, as prioridades sempre têm de ser, respectivamente, colocar as finanças em dia e formar uma reserva de emergência para eventualidades. Gastar com “supérfluos” vem só na terceira posição da lista de como utilizar o benefício adequadamente.
A primeira parcela do 13º deve ser paga até o dia 30 de novembro e a segunda, até 20 de dezembro. Trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas têm direito ao valor extra. Para estes dois últimos grupos, o abono salarial foi antecipado em abril e maio.
Segundo Marcos Canhada, receber dinheiro extra significa uma oportunidade primordial para o pagamento de dívidas, mesmo que elas não estejam atrasadas. Ele diz que, ao saldar contas é possível negociar a retirada dos juros. Com isso, a pessoa acaba economizando. Já a resolução da inadimplência representa o fim de uma preocupação.
Canhada ainda aconselha o assalariado a guardar uma parte do dinheiro para o futuro. “Como se trata de uma renda extraordinária, é uma oportunidade de poupar, porque é difícil. Eu costumo sempre dizer que a poupança é um sacrifício da renda. Se você não utiliza essas oportunidades extraordinárias, fica cada vez mais difícil (poupar) e acaba não realizando”, diz o economista.
Depois de pagar as contas pendentes e reservar uma parcela, o valor restante pode ser usado para a realização de planos e em compras. “Essa seria a sequência lógica do uso do 13º salário”, diz Canhada. De acordo com ele, se a pessoa não tiver muitas dívidas, pode utilizar uma fração maior para essas finalidades. Outra opção é separar a “sobra” para as despesas de início de ano, como matrícula escolar e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Fazer render
A operadora de caixa Patrícia de Paula do Prado Soares, de 39 anos, foca em pagar as despesas do cartão de crédito. Ela também custeia os preparativos para as festas e concretiza compras planejadas durante o ano todo. Para conseguir fazer tudo isso, a chave é organização, segundo ela. “Eu costumo me programar e me planejar para tudo. E, aí, acaba rendendo bastante. Às vezes, eu consigo até guardar um pouquinho”, comenta a operadora de caixa.
A vendedora Gleice da Silva Souza, 35, pretende usar o dinheiro extra para comprar roupas e revender, como geralmente faz. O seu objetivo é obter uma renda a mais com o salário adicional. Quando não aplica o dinheiro nisso, ela costuma viajar. “Tem de aproveitar a oportunidade”, considera.