Sorocabanos madrugam para votar
Filas começaram a ser formadas na maioria das escolas muito antes da abertura dos portões
Os eleitores de Sorocaba começaram o domingo (6) cedo. Logo no início da manhã, já havia filas nos locais de votação em várias regiões da cidade. Muitos preferiram votar logo após a abertura das seções, pensando em aproveitar o restante do dia para o lazer. Outros, com compromissos de trabalho, garantiram o voto rapidamente antes de iniciarem suas jornadas.
No maior colégio eleitoral de Sorocaba — a escola municipal Dr. Oswaldo Duarte, no Wanel Ville, as pessoas começaram a se reunir antes das 6h. A unidade recebe um total de 8.267 eleitores.
Às 7h30, uma longa fila, com dezenas de eleitores já podia ser vista. Roberson Carvalho, de 48 anos, foi o primeiro a chegar. A espera valeu a pena, afinal, às 8h06 o vigia já estava deixando o colégio. “Eu estou de folga durante o dia, mas vou trabalhar à noite, então, cheguei cedo para aproveitar o domingo”.
Paulo Costa, de 61 anos, também votou rapidamente. Ele chegou à escola às 5h40. “Estou de plantão hoje (domingo). Vou votar e vou para o serviço, então, cheguei mais cedo para pegar um dos primeiros lugares para exercer a democracia”. Beroni Chaves, de 78 anos, não é mais obrigado pela lei a votar, mesmo assim, acordou cedo e encarou a fila. “Todo ano eu voto e sempre votei aqui (no Wanel Ville). Eu não ia mais votar, mas quando apareceu um dos candidatos eu falei assim: ‘Vou lá votar, porque ele merece o meu voto’”, relatou o aposentado.
Em outros pontos da cidade visitados pelo Cruzeiro do Sul, com exceção da escola Getúlio Vargas, onde ocorreu um pequeno transtorno nas primeiras horas de votação — por conta de alterações nos locais de votação (leia os detalhes na página 4) —, o movimento de eleitores foi tranquilo pela manhã. Um fato que chamou a atenção foi o acúmulo de “santinhos” nas ruas.
No centro de Sorocaba, propagandas impressas foram jogadas — o chamado “derrame de santinhos” — em frente às escolas estaduais Antônio Padilha, Júlio Prestes de Albuquerque (Estadão) e Aggêo Pereira do Amaral. A reportagem também flagrou “santinhos” nas calçadas da escola municipal Dr. Getúlio Vargas e do colégio Dom Aguirre. Na zona norte, o Cruzeiro do Sul esteve na escola municipal João Francisco Rosa, na Vila Angélica. De acordo com a equipe da Polícia Militar que estava no local, nenhuma ocorrência tinha sido registrada naquela área.