São Paulo faz alerta para as doenças que mais ocorrem durante estiagens
Qualidade da água e volume de ingestão exigem atenção especial
As precipitações registradas entre domingo (15) e segunda-feira (16) não foram suficientes para reverter os efeitos da crise climática enfrentada nos últimos meses pela maioria dos Estados, incluindo São Paulo. O cenário em todo o País continua influenciado pela forte estiagem, onda de calor, baixa umidade e poluição do ar. Por isso, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) ampliou ontem (17) o alerta para doenças de transmissão hídrica e alimentar devido ao tempo, reforçando as recomendações, principalmente a ingestão de água, para prevenir quadros de desidratação.
De acordo com o órgão estadual, é importante se certificar de que a água destinada ao consumo seja potável, para evitar doenças relacionadas à contaminação hídrica como cólera, febre tifoide, hepatite A e outras diarreias agudas. Conforme explica a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES, Tatiana Lang, alguns desses quadros clínicos têm alto potencial de transmissão, por isso, deve-se redobrar a atenção.
“As doenças podem também ser transmitidas por meio de alimentos, seja durante o preparo ou no ato do consumo, quando não se adota medidas de higiene e armazenamento adequadas”, explica a especialista.
Cuidados especiais
Em regiões de queimadas, a prática de aproveitamento da água das chuvas deve ser realizada com cuidados adicionais, evitando o uso de água das primeiras geadas após estiagem, uma vez que as partículas de poluentes derivados das queimadas podem estar presentes na água da chuva.
As doenças transmitidas por água e alimentos podem ser ocasionadas por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas, e o período de incubação pode variar de menos de uma hora a quatro semanas.
Os principais sinais de infecção são febre, vômito, náuseas, dor abdominal, dor de cabeça e tonturas. Caso apareça algum sintoma, é importante buscar auxílio médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência.
Caso haja dificuldade de acesso à água da rede pública, é importante recomendar medidas básicas para garantir potabilidade da água a ser consumida. Confira no quadro os métodos mais eficazes de purificar a água. (Da Redação, com informações da Secretaria Estadual da Saúde)
Como purificar a água
- Passar a água por filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo, adicionando, em seguida, duas gotas de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água, deixando-a repousar por 30 minutos antes do consumo, ou fervê-la por três minutos após filtrá-la;
- Os frascos de água sanitária a 2,5%, próprios para diluir na água de beber e cozinhar, são distribuídos gratuitamente em postos de saúde e também podem ser comprados em supermercados e farmácias. Na falta dessas opções, utilize água sanitária, tomando o cuidado de adquirir apenas as que tenham registro e não contenham outras misturas, como perfumes;
- Cuidado adicional deve ser adotado em relação à água de chuva, descartando o líquido das primeiras chuvas após a estiagem e mantendo sempre limpas as superfícies de captação.