Evento beneficente reúne apaixonados por scooters

Programa teve provas de habilidade, corridas, customização, música e feira

Por Vinicius Camargo

"Vespa não é uma moto, é uma entidade", diz a paulistana Ingrid Helena

O 3º Old Scooters Day reuniu, ontem (14), centenas de apaixonados por Vespas e Lambrettas. A estimativa é da organização. O evento gratuito realizado na arena Villa Pagliato, no Parque Santa Isabel, também teve caráter social. O público foi convidado a doar um quilo de alimento não perecível para a Fraternidade Feminina Acácia Sorocabana.

A programação contou com provas de habilidade, corridas, customização das motocicletas, música e feira de expositores. Uma praça de alimentação também foi montada no local.

Uma das organizadoras do encontro, a empresária Sophie Klecker, de 49 anos, nasceu na Bélgica e mudou-se para Piedade, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), há 15 anos. Ela conta que, no seu país de origem, as scooters são muito utilizadas. A empreendedora sempre foi umas das adeptas desse meio de transporte.

Quando veio para o Brasil, ela sentiu falta dessa tradição e decidiu montar uma loja de peças para essas motos. Mas, ainda tinha saudade de ter contato com outros apaixonados pelos modelos e, principalmente, das competições de habilidade. Por isso, há três anos, criou o Old Scooters Day. “Achamos que seria legal fazer um evento para juntar todas as tribos”, diz. Segundo Sophie, outro objetivo é incentivar as pessoas a usar scooters no dia a dia, mostrando que elas não são apenas itens de colecionador.

Pessoas de diversos lugares do País participaram do evento. O empresário Leonardo Xavier, de 44 anos, pilotou cerca de 20 horas, de Brasília até Sorocaba. Ele estava acompanhado da esposa, a também empresária Raquel Matos, de 42 anos. Nem mesmo o problema apresentado pela “fiel companheira” na estrada o desanimou, pois poder fazer uma das suas atividades favoritas durante um dia inteiro foi um prazer. “Vale a pena”.

Xavier se apaixonou pelas Vespas ao se deparar com uma pela primeira vez na infância. Naquele dia, prometeu para si mesmo que, quando crescesse, também teria a sua. E ele realmente comprou, mas não só uma, e sim 15. Todas têm até nome. Ontem, ele estava com a Evolt.

Já Raquel conheceu esse universo por meio do marido e também gostou. De acordo com ela, o casal possui até uniformes combinando com as cores das motos clássicas. O traje usado no evento foi um macacão laranja, em harmonia com a Evolt. A mulher não discorda da coleção do marido. Pelo contrário: ela apoia e se envolve bastante no interesse dele pelos veículos. “A sala de casa não tem sofá, tem vespa”, diz, rindo.

A editora de vídeos Ingrid Helena de Souza Maida, de 32 anos, compartilha desse entusiasmo. Piloto de Vespa há cinco anos, ela veio da capital paulista. O trajeto demorou duas horas. Para a motociclista, a melhor parte do encontro é conhecer outras pessoas que têm o mesmo gosto.

Ingrid sempre adorou carros e motos antigos. Por isso, quis ter a própria. Segundo ela, às vezes, o ciclo motor falha, mas, na maior parte do tempo, é um meio de transporte eficiente. Mesmo com as dificuldades momentâneas, a paulistana não abre mão dele, sobretudo, por considerar cada um único. “Eu falo que Vespa não é uma moto, é uma entidade, porque cada uma tem uma personalidade”, brinca.