Saae amplia tratamento de esgoto na zona norte
Primeira linha da ampliação da ETE Pitico começou a funcionar na quarta-feira
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) antecipou o início da operação da primeira linha de tratamento, resultante da ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Pitico (ETE Pitico), na zona norte de Sorocaba. As obras no local prosseguem e estão em fase final, previstas para serem concluídas até dezembro. Os novos sistemas -- num total de três -- vão se somar aos dois já existentes na unidade, dobrando sua capacidade máxima de tratamento.
Na quarta-feira (21), coube ao ouvidor-geral do Município, Evandro Bueno, acionar o botão que colocou em funcionamento a nova linha de tratamento da ETE Pitico. Na ocasião, ele esteve acompanhado do diretor-geral do Saae/Sorocaba, Tiago Suckow, da secretária municipal do Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal (Sema), Cilene Bordezan, e do gerente de contrato da empresa Consbem Construções e Comércio Ltda., Marcos Augusto Guardia, responsável pelas obras.
A ETE Pitico, que entrou em operação em 2009, recebe e trata o esgoto gerado nos bairros localizados à esquerda da avenida Itavuvu e à direita da avenida Ipanema. A unidade tem vazão de tratamento de 251 litros por segundo e, com as intervenções, passa a ter capacidade máxima para tratar, em um primeiro momento, 375 litros de esgoto por segundo, representando uma ampliação de quase 50%. Com o término das obras, o volume tratado mais que dobrará, podendo chegar a 560 litros por segundo. O sistema remove 95,8% de toda a carga orgânica presente no esgoto que recebe.
Melhorias
Como parte da ampliação da ETE Pitico, estão sendo anexados mais três tanques de aeração aos dois existentes -- cada um com capacidade para 7,7 milhões de litros -- e outros três decantadores e três adensadores -- atualmente, são dois de cada --, além de uma nova estrutura de gradeamento e desarenação. O custo total das obras é de R$ 37,7 milhões.
A unidade ainda ganhará mais uma estrutura de desidratação e de inertização, para que o lodo resultante do processamento dos dejetos esteja em condições de ser transportado e depositado em aterro credenciado, seguindo todas as normas dos órgãos ambientais.
Um reservatório elevado, de 88 mil litros, também foi construído para armazenar água de reuso, resultante do tratamento de esgoto e necessário para utilização em operações dentro da própria ETE. As obras contemplam, ainda, reformas e adequações nas estruturas originais, como na calha e nas caixas de distribuição de esgoto. (Da Redação com Secom)