Vigilância Municipal realiza ações contra febre maculosa em Sorocaba
A partir das 17h, haverá avaliação da presença de carrapatos, aplicação de produtos para tratamento de roedores e iniciativas educativas no Parque das Águas
A Vigilância Municipal de Sorocaba realizará, na tarde desta terça-feira (20), ações contra a febre maculosa no Parque das Águas, no Jardim Abaeté. A partir das 17h, haverá avaliação da presença de carrapatos, aplicação de produtos para tratamento de roedores e iniciativas educativas.
Segundo o órgão, embora a cidade não tenha casos da doença e a série histórica não apresente confirmação há anos, os trabalhos serão efetuados de forma preventiva, devido aos recentes casos positivos detectados na região de Campinas.
O Estado de São Paulo contabilizava, até sexta-feira passada (16), 16 casos de febre maculosa e oito óbitos, de acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria da Saúde.
Entre os mortos estão quatro pessoas que participaram de um evento na fazenda Santa Margarida, na região de Campinas, no dia 27 de maio. São elas: a dentista Mariana Giordano, de 28 anos; o namorado dela, o empresário Douglas Costa, 42 anos; a professora universitária Evelyn Santos, 26 anos; e a adolescente Erissa Nicole Santana, 16 anos. A hipótese é de que todos tenham se contaminado no local.
Febre maculosa
Conforme o Ministério da Saúde, a febre maculosa trata-se de uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável. É causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato-estrela. O animal pode ser encontrado em bichos de grande porte, como bois e cavalos, cães, aves domésticas, gambás, coelhos e, principalmente, nas capivaras.
Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar, pelo menos, quatro horas fixado na pele. Segundo o Ministério da Saúde, os carrapatos mais jovens e de menor tamanho são os mais perigosos, pois são mais difíceis de serem visto. A febre maculosa não é transmitida de uma pessoa para outra.
Os sintomas começam a aparecer de sete a dez dias após a picada do carrapato-estrela. Os primeiros sinais têm início repentinamente e se assemelham aos de outras infecções -- febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, falta de apetite e desânimo. Em seguida, surgem pequenas manchas avermelhadas em todo o corpo, na palma das mãos e na planta dos pés. As lesões, parecidas com picadas de pulga, crescem e ficam salientes. Às vezes, elas também podem apresentar pequenas hemorragias sob a pele.
Diante desses sintomas, é preciso buscar atendimento imediatamente, porque o tratamento deve ser iniciado em, no máximo, cinco dias depois do aparecimento dos sinais. "Após este período, há sérios riscos de que os medicamentos não surtam mais o efeito desejado", alerta o ministério.
Tratamento
O tratamento da febre maculosa é feito com antibióticos. Se os medicamentos forem introduzidos nos primeiros dois ou três dias de infecção, a doença tem cura, de acordo com a pasta federal. Por outro lado, a busca tardia por auxílio pode piorar o quadro de saúde do paciente e, assim, comprometer os resultados do tratamento. "Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins, dos pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito", informa o órgão.
Prevenção
A principal forma de prevenção contra a febre maculosa é evitar contato com o carrapato-estrela. Para tanto, o Ministério da Saúde recomenda que, ao entrar em locais de mato, a pessoa use calça e camisa compridas e claras, bem como, preferencialmente, botas. Outra orientação é colocar a parte inferior da calça dentro das botas e lacrá-la com fita adesiva.
Além disso, se possível, deve-se evitar caminhar em áreas infestadas por carrapatos e, a cada duas horas, verificar se há algum deles preso ao corpo. "Quanto mais depressa ele for retirado, menores os riscos de infecção", destaca a pasta. Outra orientação é utilizar repelentes eficientes contra mosquitos e carrapatos.
O órgão ainda diz que o carrapato não deve ser esmagado com as unhas. Isso porque pode liberar bactérias capazes de entrar no organismo por meio de pequenas lesões na pele. Forçar o animal a se soltar com agulha ou palito de fósforo quente também não é o correto. O estresse, explica o ministério, o faz liberar grande quantidade de saliva, aumentando as chances de transmissão das bactérias causadoras da doença. Por isso, a remoção tem de ser cuidadosa, com uma leve torção do carrapato, para soltar a boca dele da pele. (Da Redação)