Acidentes com escorpiões são mais comuns no verão, por isso previna-se

Os números mostram que em 2022 houve um aumento de 22% das ocorrências em relação a 2021, passando de 34,5 mil para 42,1 mil casos

Por Vanessa Ferranti

Animal peçonhento costuma se esconder em locais com entulho e lixo

O risco de aparecimento de escorpiões é maior durante o verão em virtude do clima quente e úmido típico da estação. Por isso, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), coordenadoria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), faz um alerta sobre a necessidade de prevenção. No início do mês, o Estado divulgou dados de acidentes envolvendo escorpiões. Os números mostram que em 2022 houve um aumento de 22% das ocorrências em relação a 2021, passando de 34,5 mil para 42,1 mil casos. Na comparação com o ano de 2020, com 38,1 mil casos registrados no Estado de São Paulo, o aumento foi um pouco menor, de 10%.

Já na região do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Sorocaba, foram registrados 959 acidentes envolvendo escorpiões em 2022, com uma morte. Em 2023, até a primeira semana de fevereiro, 43 casos haviam sido registrados na região. O Estado possui centros de referência para atendimento a casos envolvendo acidentes com animais peçonhentos que estão abastecidos com soros antiveneno. A SES possui 211 unidades referenciadas que cobrem todas as regiões do território estadual.

Riscos e prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos acidentes com escorpiões é leve e os sintomas têm início rápido com duração limitada. Pessoas que são picadas pelo animal peçonhento apresentam dor imediata, vermelhidão, inchaço leve por acúmulo de líquido, piloereção (arrepios) e sudorese (suor).

O órgão informa ainda que crianças abaixo de sete anos têm maior risco de apresentar outros sintomas, como vômito e diarreia, principalmente nas picadas por escorpião-amarelo, que podem levar a casos graves e requerem a aplicação do soro em tempo adequado.

Para evitar que esses casos aconteçam, a recomendação é manter jardins e quintais limpos, evitar o acúmulo de entulhos, folha secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das casas. Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos pelo menos numa faixa de um a dois metros junto às casas, sacudir roupas e sapatos antes de usá-los -- aranhas e escorpiões podem esconder-se neles e picam ao serem comprimidos contra o corpo -- e usar calçados e luvas de raspas de couro para atividades em que seja preciso colocar a mão e pisar em buracos, entulhos e pedras.

Além disso, também é importante utilizar telas em ralos no chão, pias ou tanques, vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e as paredes, consertar rodapés despregados, colocar telas nas janelas e acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes que possam ser mantidos fechados. (Vanessa Ferranti)