Inquérito da morte de paraquedista do Exército é concluído

Bruna Ploner morreu em 24 de abril de 2022, após realizar uma manobra durante um salto em Boituva

Por Da Redação

Bruna Ploner era paraquedista do Exército

A Polícia Civil de Boituva concluiu nesta quinta-feira (2) o inquérito sobre a morte de Bruna Ploner, de 33 anos, paraquedista do Exército que ocupava a posição de 3º Sargento do Programa de Atletas de Alto Rendimento. Bruna morreu em 24 de abril de 2022, após realizar uma manobra durante um salto de paraquedas no Centro Nacional de Paraquedismo, em Boituva. Na queda, a paraquedista sofreu traumatismo craniano, torácico, abdominal e ortopédico, com fratura exposta em diversos pontos.

De acordo com o relatório, não há elementos que indiquem ter havido infração penal como causa da morte de Bruna, visto que o equipamento usado pela paraquedista era considerado de alta performance e proporciona descidas em alta velocidade, ‘o que exacerba o risco do esporte, porém, conduta de cunho individual da própria vítima‘.

A conclusão da Polícia Civil aponta que Bruna não estava alcoolizada ou sob efeito de substância entorpecente e que não foram encontrados problemas técnicos no equipamento usado pela paraquedista do Exército.

Ainda conforme o relatório, o socorro à vítima foi rápido, mas inadequado: ‘Conforme apurado, se a vítima tivesse sido atendida por médico socorrista com equipamento adequado (UTI fixa ou móvel), haveria maior chance de vida‘.

No entanto, a Polícia Civil afirma em sua conclusão que houve fraude processual por parte do Centro Nacional de Paraquedismo, que não preservou o local do acidente antes da polícia chegar. ‘Lavou o local, limpou o sangue da vítima (literalmente) e recolheu os vestígios (pedaços de ossos da vítima) para não prejudicar a continuidade dos saltos, prejudicando a perícia do local‘.

O relatório do inquérito da Polícia Civil de Boituva será encaminhado para o Ministério Público do Estado de São Paulo.