Deputados da região repudiam atos nas sedes do três poderes

Diversas personalidades políticas têm se posicionado contra o atentado

Por Wilma Antunes

Manifestantes invadiram Congresso, STF e Palácio do Planalto nesse domingo (8)

A maioria dos deputados que representam a região de Sorocaba na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) se manifestou contra a depredação dos prédios públicos da Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), ocorrida no domingo (8). Durante os atos de vandalismo, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD), pediu aos colegas que, independentemente de posições ideológicas ou políticas, repudiassem veemente o episódio. Desde então, diversas personalidades políticas têm se posicionado contra o atentado.


Deputados estaduais


Vitão do Cachorrão (Republicanos), que foi vereador em Sorocaba de 2017 a 2022, disse que, embora considere legítimas as manifestações pacíficas, não concorda quando há violência e vandalismo nos atos. “Sou totalmente a favor de manifestações, desde que ordeiras e pacíficas. Sou a favor do povo, porém, quando envolve violência e vandalismo, foge da esfera democrática, sou contra”, destacou.

Maria Lúcia Amary (PSDB) publicou nas redes sociais seu posicionamento sobre a invasão do Congresso, Supremo Tribunal Federal (STF) e do Planalto. “Meu total repúdio aos atos terroristas de hoje [dia 8] em Brasília, que vandalizaram as instalações dos Três Poderes do nosso País. Espero a mais rápida punição aos responsáveis que apenas envergonham a nossa democracia e corrompem a paz social”, postou nas redes sociais.

Mônica do Movimento Pretas (PSOL) declarou que as instituições devem responder “com rigor” e tratar a organização do ato como “terrorista”. “Primeiro é preciso dizer que hoje um ensejo golpista, ainda que débil, foi veementemente derrotado. A violência bolsonarista deixa um passado vergonhoso e agora um enorme prejuízo aos brasileiros. Todos devem ser punidos, não podemos mais tolerar manifestações antidemocráticas”, afirmou.

Rodrigo Moraes (PL) publicou uma nota de “respeito à democracia” nas redes sociais. “Manifestações populares devem sempre ser respeitadas, contudo, depredação de patrimônio público e agressão a policiais não fazem parte da democracia e não devem acontecer em hipótese alguma”, assegurou.

Carlos Cezar (PL) disse que repudia veementemente os atos de vandalismo e destruição do patrimônio público. “Lamentavelmente, a Praça dos Três Poderes voltou a ser cenário de atitudes injustificáveis, conforme já havia ocorrido em 2013 e 2017. Esperamos que, neste triste episódio, as responsabilidades sejam apuradas pelas autoridades competentes e os responsáveis punidos”.

Danilo Balas, que também ocupa uma cadeira da Alesp pelo PL, não respondeu ao questionamento do Cruzeiro do Sul até o fechamento desta edição.


Deputados federais


Para Vitor Lippi (PSDB), que foi prefeito de Sorocaba de 2005 a 2012, considerou os atos de vandalismo como “lamentáveis” e disse que votará a favor da intervenção federal no DF. O decreto assinado pelo presidente Lula (PT) foi aprovado ontem (9) pela Câmara Federal, em votação simbólica.

“Em face dos acontecimentos no dia de hoje [ontem], com a divulgação de cenas lamentáveis da invasão do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF, por manifestantes que pediam intervenção militar, ato incompatível com o regime democrático em que vivemos, além da atuação insuficiente do Governo do Distrito Federal, fez-se necessária a intervenção federal. Tal matéria será tratada no Legislativo e terá meu voto favorável”, explicou.

Jefferson Campos (PL) também ficou indignado com os acontecimentos em Brasília. De acordo com a nota publicada pelo deputado, a depredação do Congresso, STF e Planalto são “absolutamente inaceitáveis” em uma democracia. “Defendemos o direito à livre manifestação, mas nada justifica a destruição, vandalismo e principalmente a violência”.

Simone Marquetto (MDB) disse que ficou triste com a situação em Brasília. “Não é assim que acontece a democracia. As manifestações, quando são pacificas, são validas. A população tem que realmente se expor, mas, quando entra o vandalismo, deixamos de honrar aquela frase que carregamos na bandeira do Brasil que é ‘Ordem e Progresso’”.

Nas redes sociais, Erka Hilton (PSOL) repudiou o episódio de domingo, na capital do País. A deputada protocolou uma representação exigindo a investigação criminal do governador Ibaneis Rocha; de Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública e do coronel Fábio Augusto Vieira, comandante da Polícia Militar. Todos os citados no documento atuam no DF. (Wilma Antunes)