Acusado de matar açougueiro é condenado a mais de 13 anos de prisão
Valmir Catarino da Silva teria assassinado a facadas Edmilson Alves Feitosa Júnior, então com 28 anos, em 2019; ele foi sentenciado por homicídio qualificado
Valmir Catarino da Silva, acusado de matar o açougueiro Edmilson Alves Feitosa Júnior, então com 28 anos, em novembro de 2019, foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão. O réu já estava preso desde a época do crime. A sentença saiu na terça-feira (7), quase três anos e meio após o caso. Silva foi sentenciado no seu primeiro júri popular, ocorrido na terça (7), no Fórum Cível e Criminal de Sorocaba. Ele pode recorrer.
A decisão foi proferida pelo juiz Emerson Tadeu Pires de Camargo. Silva foi condenado por homicídio qualificado (por motivo fútil), inicialmente, em regime fechado. Foram adicionados à sentença os agravantes de emprego de meio cruel, armação de emboscada e uso de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima.
O réu já deveria ter sido julgado no dia 22 e fevereiro deste ano. Contudo, o julgamento foi adiado, pois, na ocasião, o promotor atuante no caso estava com suspeita de Covid-19. Na terça (7), apenas Silva foi ouvido, já que a defesa a acusação não arrolaram testemunhas. Ao todo, sete pessoas, sorteadas na hora, participaram do júri popular.
O Cruzeiro do Sul não conseguiu encontrar as defesas das partes, mas está à disposição destas para eventuais manifestações.
Relembre o crime
Na manhã do dia 28 de novembro de 2019, Feitosa Júnior foi atacado a facadas por Silva. O crime ocorreu no estacionamento do supermercado onde ele trabalhava, no Jardim Santa Bárbara. O açougueiro foi atingido no tórax e abdômen. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado para socorrê-lo. Porém, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Silva fugiu após o esfaqueamento. Ele foi identificado no dia do ataque, mas só foi preso em 6 de dezembro, nove dias depois.
O 4º Distrito Policial (DP) de Sorocaba investigou o caso. Detalhes obtidos pela Polícia Civil indicaram que o autor teria premeditado o assassinato. Segundo a apuração, ele teria utilizado o carro da empresa onde trabalhava para ir até o mercado e esperar o rapaz. Ainda conforme a averiguação, para pegar o veículo, teria alegado que o usaria para realizar um serviço em São Paulo. O acusado teria matado Feitosa Júnior por vingança, pois suspeitava de um relacionamento entre ele a sua esposa.