Acusado de matar açougueiro em 2019 vai a júri nesta terça (7)

Valmir Catarino da Silva teria assassinado a facadas Edmilson Alves Feitosa Júnior

Por Cruzeiro do Sul

Valmir Catarino da Silva será julgado no Fórum de Sorocaba

O primeiro júri popular de Valmir Catarino da Silva, acusado de matar o açougueiro Edmilson Alves Feitosa Júnior, então com 28 anos, em 2019, ocorre nesta quinta-feira (7). O julgamento será no Fórum Cível e Criminal de Sorocaba - Ministro Piza e Almeida, a partir das 13h. O crime ocorreu no supermercado onde Feitosa Júnior trabalhava, no Jardim Santa Bárbara, em Sorocaba. Silva teria ido até o local e   esfaqueou o rapaz. Ele foi capturado logo após o assassinato e, desde então, responde preso ao processo por homicídio.

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), o julgamento já deveria ter acontecido em 22 de fevereiro deste ano. Porém, teve de ser adiado para esta terça-feira (7) pois, na ocasião, o promotor atuante no caso estava com suspeita de Covid-19. Ainda de acordo com o órgão, apenas o réu será ouvido, já que as partes -- tanto defesa, quanto acusação -- não arrolaram testemunhas. “Não há informações dos motivos das partes não arrolarem testemunhas”, informa o TJ, em nota.

Ao todo, o júri popular será composto por sete integrantes, a serem sorteados na hora. O julgamento será aberto ao público. O TJ-SP não disse se o júri deve ser concluído nesta terça (7) ou se pode se estender.

O crime

Edmilson Alves Feitosa Júnior foi esfaqueado por Valmir Catarino da Silva na manhã do dia 28 de novembro de 2019, uma quinta-feira. Silva atacou Feitosa Júnior a facadas, no estacionamento do supermercado onde ele trabalhava como açougueiro. Logo em seguida, fugiu. A polícia o identificou no mesmo dia, mas só foi capturado em 6 de dezembro, nove dias após o crime.

O rapaz foi atingido com a arma branca no tórax e no abdômen. Uma ambulância foi do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para socorrê-lo. Contudo, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A investigação do caso ficou com o 4º Distrito Policial (DP) de Sorocaba. Para a Polícia Civil, o homicídio foi premeditado. Conforme a apuração, o acusado teria utilizado o carro da empresa onde trabalhava para ir até o mercado e esperar Feitosa Júnior. Ainda segundo a averiguação, para conseguir pegar o veículo, teria alegado que o usaria para prestar um serviço em São Paulo.

Ele teria praticado o assassinato por vingança, porque suspeitava de um relacionamento entre a sua esposa e Feitosa Júnior. O Cruzeiro do Sul não conseguiu localizar os advogados das partes para comentarem sobre o júri. O jornal se coloca à disposição para eventuais manifestações. (Da Redação)