Sorocaba tem cerca de 245 mil faltosos da vacina contra Covid-19

Dados mostram que o maior número de pessoas que estão com o esquema vacinal incompleto é o da terceira dose: 177.933 pessoas

Por Ana Claudia Martins

Especialistas alertam para completar esquema vacinal.

Sorocaba ainda tem cerca de 245 mil faltosos para tomar doses das vacinas contra a Covid-19. Os dados foram informados pela Prefeitura de Sorocaba e mostram que o maior número de pessoas que estão com o esquema vacinal incompleto é o da terceira dose: 177.933 pessoas. Os faltosos da segunda dose somam 67.620. No total são 245.553 pessoas. Não foi informado o número de pessoas na cidade que não tomaram nenhuma dose da vacina.

Até o momento, na cidade já foram aplicadas o total de 1.648.663 doses das vacinas contra a Covid-19 desde o início da imunização. Do total, 650.588 são da primeira dose, 581.320 da segunda dose e 397.149 da terceira ou dose adicional. Além disso, 19.606 tomaram dose única.

A Prefeitura de Sorocaba também não informou quantas pessoas já foram imunizadas na cidade com a aplicação da quarta dose contra a Covid-19.

Alerta para completar o esquema vacinal

O Comitê Científico Estadual voltou a recomendar o uso de máscaras em locais fechados na terça (31), por conta do aumento de casos da Covid-19 em todo o Estado. Contudo a legislação vigente não foi alterada. Ontem (1º), o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorintcheyn, também alertou para as pessoas completarem o ciclo vacinal.

Dados da Fundação Seade apontam que a média móvel de novas internações por Covid ou suspeita da doença no Estado saltou de 171, em 30 abril, para 374, em 30 de maio. Os números representam alta de 118,7%. Ainda assim, estão bem abaixo do pico da variante Ômicron, que ocorreu no início deste ano. Em 29 de janeiro, a média móvel de novas hospitalizações chegou a ficar em 1.521 no Estado, três vezes mais que o índice atual.

Diante do atual cenário, o médico infectologista Jamal Suleiman também reforçou a importância de a população completar o esquema vacinal para diminuir os riscos não só de contaminação, mas de que a doença evolua para quadros graves. Destacou ainda que manter o uso de máscara, sobretudo em ambientes fechados ou com aglomeração de pessoas, pode fazer a diferença.

Os acessórios de proteção deixaram de ser obrigatórios em ambientes fechados em todo o Estado desde 17 de março. (Ana Claudia Martins)