Prefeitura espera gastar R$ 109 mil com café no gabinete de Manga

Por Marcel Scinocca

Além de insumos, contrato prevê duas pessoas para servir.

A Prefeitura de Sorocaba projeta gastar quase R$ 110 mil com o serviço de café no gabinete do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) por um período de 12 meses. Duas pessoas estão inclusas no contrato, para servir a bebida. A abertura das propostas das empresas que desejam participar no processo está programada para a semana que vem.

O contrato prevê que sejam gastos 15 quilos de pó de café por mês, com 30 quilos de açúcar. Há ainda a previsão de um quilo de chá mate, além de 10 sachês de chá de camomila, erva-doce, erva-cidreira e hortelã. Por fim, para acompanhar, bolacha água e sal, maizena e bolo.

Ainda de acordo com o edital do processo licitatório, para a realização dos serviços deverão ser disponibilizados dois postos de trabalho, devendo cada funcionário cumprir a jornada de 40 horas semanais e, por necessidade de serviço, prevê o pagamento de até 10 horas extras por posto, por mês.

Em um dia por mês haverá alteração de local físico conforme a agenda do prefeito no atendimento da “Quarta com o Prefeito”. Neste dia, apenas haverá a disponibilização dos funcionários. Todo o material a ser utilizado na data, não deverá ser do contrato. Ou seja, será de outro processo de compra do Executivo.

Entre as determinações que o funcionário deverá cumprir no decorrer do contrato está a necessidade de utilizar garrafas de cores diferentes para acondicionamento de chá e café. As pessoas ainda devem substituir, se solicitado, o café amargo por café doce ou vice-versa. O funcionário deverá apresentar o café com sabor e aparência forte, bem como o chá deverá ser apresentado com aspecto e odor agradável e não aguado.

A solicitação de compra é da Secretaria de Governo. A abertura das propostas está agendada para ocorrer a partir das 9h do dia 5 de abril.

O que diz a prefeitura

Questionada, a Prefeitura de Sorocaba afirmou que o serviço de copa e café no Paço Municipal é fornecido por empresa terceirizada desde 2008 e, a partir de 2020, foi reduzido ao sexto andar, para contenção de custos.

“O atual contrato data desse mesmo ano e foi prorrogado por mais três meses. Na impossibilidade de manutenção do mesmo, e por se tratar de contrato que nunca foi reajustado, é necessário realizar novo pregão. Contudo, sabe-se que os valores orçados, durante o pregão, deverão cair para patamar mais próximo do que é hoje, ainda que se considere, é claro, a inflação dos insumos no período”, justifica a  assessoria. (Marcel Scinocca)