Custo da cesta básica sorocabana tem queda após cinco altas seguidas

Dos 34 itens pesquisados na cesta básica sorocabana, 17 deles apresentaram queda no preço

Por Cruzeiro do Sul

Apenas a carne de 1ª contribuiu mais que a carne de 2ª para a redução do custo da cesta básica em novembro

Depois de cinco altas seguidas, o custo da cesta básica sorocabana em novembro registra queda de 2,27% na comparação com o mês de outubro deste ano, quando o consumidor precisava de R$ 987,37 para adquirir os 34 itens selecionados pela pesquisa para compor a cesta.

Em novembro, portanto, o valor pago foi de R$ 964,92, ou seja, R$ 22,45 a menos para serem pagos pelo consumidor na cesta básica sorocabana. Já na comparação com novembro de 2020, houve um aumento de 14,88%, fazendo com que o sorocabano desembolse, atualmente, R$ 124,99 a mais para comprar os itens da cesta. No ano passado, o custo da cesta em novembro era de R$ 839,93. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso).

Dos 34 itens pesquisados na cesta básica sorocabana, 17 deles apresentaram queda no preço. Entre os itens que apontaram maior baixa de preço está o achocolatado (-13,16%), passando de R$ 6,46 (400g) em outubro para R$ 5,61 (400g) em novembro. A carne de 2ª foi o segundo item com maior queda (-9,44%), passando de R$ 29,76 o quilo em outubro para R$ 26,95 o quilo em novembro, sendo um dos itens que mais contribuíram para a queda do custo da cesta básica.

Estratégia de vendas

A principal explicação para a queda foi a estratégia dos supermercados de passarem a oferecer em suas gôndolas marcas cada vez mais baratas para tentar alavancar suas vendas. Como o preço do achocolatado é obtido pela média dos preços das diversas marcas, tal estratégia contribuiu para a redução do preço médio do produto, em novembro.

No grupo alimentação, ainda, a carne de 1ª contribuiu mais que a carne de 2ª para a redução do custo da cesta básica em novembro. A suspensão das exportações de carne bovina do Brasil à China, devido à identificação de dois casos de doença da vaca louca, aumentou a oferta do produto no mercado doméstico, contribuindo assim para a redução de seu valor. Ela reduziu 4,93%, saindo de R$ 44,87 para R$ 42,66.

Itens mais caros

Em contraposição, o extrato de tomate foi o produto que apresentou maior alta de preço, passando de R$ 4,14 em outubro para R$ 4,65 em novembro o pacote com 370 gramas. Foi um reajuste porcentual de 12,32%. No ano, o extrato de tomate já acumula alta de 47,15%.

Em seguida, foi a cebola o item que apresentou maior alta de custo (8,79%), passando de R$ 3,30 (kg) em outubro para R$ 3,59 (kg) em novembro. Mesmo registrando uma forte alta em novembro, a cebola ainda continua entre os itens da cesta básica que mais diminuíram de preço em 2021 (-12,40%).

Dentre os produtos que apresentaram as maiores altas de preços também se encontram: a linguiça fresca (7,44%), passando de R$ 22,70 o quilo em outubro para R$ 24,39 o quilo em novembro; e o café (6,63%), cotado a R$ 14,48 (500g) em novembro ante R$ 13,58 (500g) em outubro.

Em novembro de 2021, os produtos que tiveram as maiores quedas de preços, portanto, estão o achocolatado (-13,16%), o absorvente (-10,22%), a carne de 2ª (-9,44%), o creme dental (-7,85%) e a muçarela fatiada (-5,11%). (Da Redação)