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Pandemia

Manga já fala em terceira onda da Covid-19

Prefeito também falou sobre o aumento no número de pessoas internadas e reconheceu que o ideal é que eles tivessem em um hospital

03 de Junho de 2021 às 02:23
Marcel Scinocca [email protected]
Conforme o prefeito de Sorocaba, momento é de alerta e a população precisa se precaver
Conforme o prefeito de Sorocaba, momento é de alerta e a população precisa se precaver (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO (6/4/2021))

O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) reconheceu ontem (2) que a situação da Covid-19 em Sorocaba, assim como em todo Brasil, é preocupante. Ele também falou sobre o aumento no número de pessoas internadas e reconheceu que, apesar de os munícipes estarem assistidos nas filas de espera, o ideal é que eles tivessem em um hospital. As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal da Cruzeiro, da rádio Cruzeiro FM 92,3.

“Está havendo um aumento no número de pessoas contaminadas e também de pessoas internadas, não só em Sorocaba, mas em todo País. Ontem, eu pedi um levantamento e havia 20 pessoas em nossas unidades pré-hospitalares sendo atendidas, porém, essas pessoas estavam aguardando uma transferência para hospital. Todas as nossas unidades pré-hospitalares são aptas a receber pacientes Covid. Nós temos UTIs nas nossas unidades, temos respiradores. Então, quando uma pessoa está em uma UPH não significa que ela está sem atendimento. O fluxo normal é que ela estivesse em um hospital, mas ela está tendo atendimento que ela teria em um hospital”, comentou o chefe do Executivo.

“É uma situação preocupante em todo País, lógico que muito menos preocupante do que era há 60 dias atrás. Mas é um sinal de alerta e as pessoas tem que se precaver”, diz. Durante a entrevista, ele alegou também que parte do atendimento da cidade é feito para pacientes de Votorantim, Araçoiaba e Itu. “Não podemos fechar as portas por não ser de Sorocaba”, garante. “Com essas ondas que vêm e que voltam, a cidade sempre fica com a estrutura. Sorocaba investiu no que é nosso”, disse em outro momento.

Sabatinado pelos jornalistas Fábio Andrade e Cibele Freitas, com participação de ouvintes, Manga afirmou que os números já são um reflexo da chamada terceira onda. “É importante o sinal de alerta. Se Deus quiser não vai ser o pior momento, mas é um sinal de alerta que está subindo em todo Brasil e em Sorocaba não é diferente”, afirmou. O prefeito ainda lembrou da necessidade de se seguir os protocolos sanitários e que “na medida em que a vacinação vai avançando, vamos vencendo essa guerra”.

Números

Ontem, data da entrevista de Manga, a cidade tinha 186 pessoas em UTI, cinco a menos que na quarta-feira (1º). Esse número representa somente os moradores de Sorocaba. Também houve ligeiro recuo no total de pessoas em UTI, contando com pacientes de outras cidades. O número foi de 277 para 273 em 24 horas. Entretanto, a taxa de ocupação, levando em consideração os leitos de UTI e de estabilização, continuava preocupante, em 97,1%.

A cidade manteve 11 das 14 unidades de saúde com 100% de ocupação para UTI -- incluindo a Santa Casa, a maior referência para a rede pública municipal. Ao menos 11 pessoas estavam na fila de espera, somente para esses leitos de alta complexidade.

Ações

A Secretaria de Saúde de Sorocaba (SES) foi questionada sobre quais alternativas considera para um eventual agravamento da situação. A SES respondeu que “está em constante contato com os conveniados para que, caso haja a necessidade de ampliação, esta seja feita rapidamente”.

A reportagem também questionou sobre a continuidade do atual contrato com a organização social que administra o CTE São Guilherme. A desativação da unidade como uma das referências para Covid e o fim do vínculo foram anunciados pelo prefeito em 26 de abril, pouco dias depois dos números referentes à chamada “segunda onda” terem apresentado queda. Na quarta-feira (26), a SES afirmou que o “Centro de Estabilização Covid São Guilherme continua prestando assistência à população de Sorocaba”, sem explicar se o contrato vai ou não até o fim.

Indagada sobre a possibilidade de construção de um hospital de campanha, a secretaria respondeu que “todo o investimento Covid realizado pelo município será sempre em rede própria de atendimento à saúde, para que, tão logo passe essa situação da pandemia, tudo possa permanecer para uso e benefício da população sorocabana”.

A SES ainda reiterou que a atual gestão da Prefeitura ampliou em 191% o número de leitos Covid no município, indo de 81 leitos em 1º de janeiro para os atuais 236, e criou quatro Centros de Estabilização Covid. Vale lembrar que o pico de moradores de Sorocaba em UTI, na primeira onda, entre julho e agosto de 2020, foi de 96, e na segunda onda, entre março e abril de 2021, de 223. (Marcel Scinocca)