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Nível de Itupararanga provoca reunião emergencial de Comitê

26 de Dezembro de 2020 às 01:58

Nível de Itupararanga provoca reunião emergencial de Comitê Nos últimos dias, nível da represa estava abaixo de 35%, uma “situação preocupante”. Crédito da foto: Vinícius Fonseca (14/12/2020)

O Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT) realizou na semana passada reunião extraordinária para tratar do nível da represa de Itupararanga. Os detalhes da reunião, que não contou com representantes da Prefeitura de Sorocaba e nem do Saae da cidade, foram divulgados pela secretaria executiva do Comitê na quarta-feira (23).

Conforme a instituição, “tão logo o CBH-SMT tomou conhecimento, por meio das notícias veiculadas sobre o atual volume da represa de Itupararanga estar abaixo de 35%, foi proposto uma reunião extraordinária com os membros da Câmara Técnica de Proteção das Águas (CT-PA) em conjunto com o Grupo de Trabalho Itupararanga (GT-I), a fim de buscar esclarecimentos junto da empresa que exerce o controle operacional do reservatório”, diz o Comitê.

Na reunião, a empresa Votorantim Energia informou tratar-se de uma prática habitual, anual, quando realiza-se o rebaixamento do nível do reservatório para que no início do período chuvoso, com a chegada do verão, possa garantir o amortecimento das vazões de cheia e, então, reduzir ou minimizar os impactos aos municípios a jusante da represa, quanto a eventuais inundações ou alagamentos.

O Comitê considerou a situação preocupante. “Por Itupararanga se tratar do principal manancial de abastecimento da região de Sorocaba, o CBH-SMT preocupa-se com o baixo nível do reservatório, uma vez que quanto menor for o volume disponível, mais intensa será a dispersão e flutuação de materiais sedimentados ou carga orgânica, podendo ocasionar alterações no tratamento da água distribuída à população”, adverte.

“O CBH-SMT avalia a situação com preocupação por conta das precipitações ocorrerem gradativamente com menor frequência, maior intensidade e menor distribuição, afetando a disponibilidade hídrica e impactando na economia. Desta forma, é essencial deixar claro que a responsabilidade é de todos. Utilizar a água de forma racional e evitar o desmatamento, colaborando com o equilíbrio do clima”, acrescenta.

Assim, continua o CBH-SMT, associado a empresa que exerce o controle operacional do reservatório e as concessionárias e autarquia de abastecimento que necessitam do manancial, juntamente com os órgãos gestores da unidade de conservação, qualidade e quantidade dos recursos hídricos, o órgão tem “em vista o compartilhamento de informações de maneira antecipada a fim de se evitar possíveis conflitos nos usos múltiplos”.

O Comitê afirma ainda que apesar de todas as reuniões serem públicas e divulgadas no mailing do CBH e no portal do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo - SIGRH, a presença principal compete aos membros da câmara técnica e do grupo de trabalho. “Registrou-se a presença de representante da Prefeitura de Mairinque, de vários representantes da sociedade civil, concessionárias e companhia de abastecimento e órgãos e secretarias do Estado. Não houve o registro de representante da Prefeitura de Sorocaba ou da autarquia de abastecimento”, diz.

Em 23 de dezembro, o nível do reservatório estava em 35,71%. Na ocasião, a Votorantim Energia afirmou que o reservatório estava em volume de espera (aguardando o período de chuvas), iniciado no começo do mês de dezembro”, À época, a empresa estacou ainda a prioridade na administração do mineral. “As operações estão direcionadas para garantir o abastecimento de água da região de Sorocaba e a vazão natural do rio Sorocaba”, completou. A represa é responsável por 80% do abastecimento de água de Sorocaba. (Marcel Scinocca)