Vigilância Sanitária faz interdição parcial em açougue no Éden 

Durante a fiscalização foram encontrados produtos impróprios para consumo, além de itens expostos sem proteção e sem etiquetagem adequada

Por Gabrielle Camargo Pustiglione

Durante a fiscalização conjunta da Polícia Civel e vigilância sanitária, foram encontrados produtos impróprios para consumo, além de itens expostos sem proteção e sem etiquetagem adequada

A Vigilância Sanitária de Sorocaba realizou a interdição parcial de um açougue no bairro Éden, na zona industrial de Sorocaba, na manhã desta quinta-feira (23).

De acordo com informações da Polícia Civil, que recebeu uma denúncia anônima, durante a fiscalização conjunta dos agentes, foram encontrados produtos impróprios para consumo, além de itens expostos sem proteção e sem etiquetagem adequada.

Segundo a Vigilância Sanitária, o estabelecimento foi autuado por falta de higiene, além de apresentar carnes sem documentação de procedência e produtos vencidos. O espaço também apresentou problema estrutural com pisos e ralos quebrados e câmara fria sem controle de temperatura, contando apenas o termômetro.

Ainda segundo a Vigilância Sanitária, o estabelecimento permanecerá interditado até que esteja regularizado com a licença de funcionamento e cumpra as adequações previstas na legislação.

Ao jornal Cruzeiro do Sul, a proprietária do estabelecimento falou sobre a ocorrência. "Estou há 40 anos trabalhando com açougues, nunca passei por isso. Tento trabalhar da melhor forma possível, mas a gente erra, peca. Tem coisas que a gente não sabe, o que pode, o que não pode. Hoje eles estão me passando coisas que eu não sabia, coisas que eu posso fazer e melhorar. Talvez eu pequei mesmo. Eu fiquei um ano e meio afastada desse lugar, que eu vendi, mas daí a pessoa que estava aqui não conseguiu tocar e devolveu para mim e eu estou colocando em ordem", justificou.

"Eles chegaram e falaram que foi uma denúncia anônima. Eu preciso de um prazo, eu preciso trabalhar, preciso continuar a trabalhar para eu poder fazer o que eles querem. Sem trabalhar, eu não consigo fazer nada. Talvez ficar um, dois dias, três dias fechado vai me prejudicar, porque a gente precisa trabalhar, mas eu sigo a lei, eu nunca fiz nada de errado. Para mim, isso aqui é novo, é triste, mas vamos embora, né? Eles não acharam nada estragado. Tanto que eu compro carne só para a semana. Estou vendo todos os documentos, todas as notas, que tudo tem procedência”, alegou a proprietária.

O estabelecimento permanecerá interditado até que esteja regularizado com a licença de funcionamento e cumpra as adequações previstas na legislação.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi presa em flagrante pela manipulação de produto impróprio para consumo e manipulação inadequada e vai passar por audiência de custódia na sexta-feira (24).