Sorocaba e Região

Moradores temem que obra de viaduto cause extinção de praças em Sorocaba

Prefeitura não respondeu se espaços que ligam determinadas vias serão mesmo destruídos
Viaduto sobre a Raposo vai ligar as ruas João Wagner Wey e Augusto Lippel. Foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS

Moradores de condomínios no Campolim estão preocupados com as possíveis implicações que a construção do viaduto sobre a rodovia Raposo Tavares entre as ruas João Wagner Wey e Augusto Lippel podem causar. Eles souberam que há a possibilidade de que sejam destruídas algumas pequenas praças que dividem determinadas vias no bairro como parte do projeto de acessibilidade da obra. Os locais futuramente extintos seriam na rua André Rodrigues Benevides, que forma uma espécie de T com a rua Horário Cenci; entre as ruas Almirante Giachetta e Francisco Rodrigues; e entre a Horário Cenci e a Vaifro de Biagi.

O educador físico Fábio Penha Guerra, 59 anos, e a fisioterapeuta Aline Pagliatto, 33 anos, procuraram o Cruzeiro do Sul para relatar a preocupação. Eles, junto de outros moradores, fizeram um encontro no último fim de semana entre as ruas Almirante Giachetta e Francisco Rodrigues para discutir a situação. Em meio à conversa, deixaram exposta uma faixa com os dizeres “Destruição dessa praça não! querem acabar com o seu sossego. Vamos lutar até o fim para manter nosso direito à qualidade de vida, preservação do meio ambiente, tranquilidade e segurança de nossas famílias”.

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De acordo com Guerra, a possível destruição das pracinhas começou a ser disseminada em boatos, mas, segundo ele, tornou-se iminente com a presença de técnicos de vários setores da Prefeitura nos últimos meses. “A retirada desses locais não traria grandes benefícios, só atrapalharia”, diz. “Haverá um aumento considerável da passagem de veículos com velocidades absurdas. Sem contar o perigo aos pedestres e a questão de segurança. Com as vias abertas aumentam as rotas de fuga, pois estamos perto da rodovia. E claro, o dano ao meio ambiente: essas áreas comuns possuem árvores e promovem benefícios ao bairro”, afirma Aline.

Atualmente, famílias dos prédios usam os espaços para brincar com as crianças e também com os animais de estimação. Guerra conta que, no próximo dia 29, às 18h, os secretários de Mobilidade e Acessibilidade, Luiz Alberto Fioravante, e de Planejamento e Projetos, Miriam Zacarelli, vão se encontrar com um grupo de moradores para apresentar o projeto da obra e as alterações que causariam na região.

A Prefeitura de Sorocaba foi questionada na segunda-feira (21) sobre a veracidade da informação referente à destruição dos espaços (pracinhas) e qual teria sido a necessidade identificada durante a elaboração do projeto de acessibilidade. Até o fechamento desta edição, porém, não houve retorno.

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