Buscar no Cruzeiro

Buscar

Modelo político trava o Brasil, afirma Luiz Philippe de Orleans e Bragança

29 de Novembro de 2019 às 23:35

Modelo político trava o Brasil, afirma deputado Deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL) esteve em Sorocaba. Crédito da foto: Fábio Rogério (29/11/2019)

O Brasil é um país rico, mas atrasado em relação a outros países ricos do mundo. As razões para entender essa contradição foram tema de palestra apresentada nesta sexta-feira (29) na Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba (Fundec) pelo deputado federal, príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL), trineto da princesa Isabel e tataraneto de D. Pedro II. Esse também é o tema de seu livro “Por que o Brasil é um país atrasado?”.

Bragança vê como frustrante essa contradição que situa o Brasil com quadro de atraso frente a outros países ricos: “Sabemos que a gente tem um país riquíssimo em recursos naturais, está próximo dos grandes mercados, tem população em número suficiente para multiplicar a riqueza, um país bem produtivo, então, por que a gente não é tão produtivo como outros países?”.

Modelo político

Em sua avaliação, a falha é o modelo político, que é o gargalo do atraso brasileiro. Ele disse que com o modelo político vigente, o país não consegue destravar a economia. E isso gera perfil altamente instável, que leva a sociedade a cada quatro anos ao risco de não saber qual é a política do próximo presidente. Definiu o atual modelo político como oligárquico, constituído de grupos de interesses que influenciam nas decisões políticas.

Perguntado sobre o que teria de mudar, Bragança respondeu: “Teria de ter um sistema de modelo de Estado de Direito, a priori, em que as regras e as leis sejam predominantes acima dos grupos de interesses e das classes sociais também”. Em sua análise, essa situação conduz o país ao quadro de instabilidade causada por programas mirabolantes de governo e isso interfere na livre iniciativa.

Pela sociedade

“A iniciativa tem de ser desregulamentada, tem de estar na mão da sociedade e não na mão do Estado”, diz. “Essa ideia desenvolvimentista de Estado é o que tem contaminado a nossa perspectiva política há mais de cem anos, o Estado fazendo as coisas.”

A partir desse diagnóstico, Bragança afirmou que o caminho seria deixar o sistema presidencialista de governo para ser adotada uma república parlamentarista. O deputado considerou que o presidencialismo concentra poder no chefe de Estado e de governo, que são as mesmas pessoas, enquanto o parlamentarismo desconcentra poder: “Isso que é a chave”.

Linhagem imperial

Por sua linhagem vinculada à família imperial, Bragança também tem o título de príncipe, embora essa não seja um imposição protocolar.  Acompanhado do promotor de Justiça da Infância e da Juventude de Sorocaba, Antonio Domingues Farto Neto, antes da palestra na Fundec, o deputado concedeu entrevista ao Cruzeiro do Sul e à rádio Cruzeiro FM 92,3, onde também foi recebido pelo presidente da Fundação Cultural Cruzeiro do Sul, mantenedora da emissora, o empresário Alexandre Latuf. (Carlos Araújo)