Sorocaba e Região

Mato toma conta de regiões em Sorocaba

Problema é mais sério na região central, na linha férrea da Rumo e próximo às antigas fábricas Cianê e Villares
Mato toma conta de regiões em Sorocaba
Calçada vira um caminho em meio ao matagal no bairro Quintais do Imperador. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Moradores de várias regiões da cidade reclamam de mato alto por diversas vias públicas, incomodando principalmente quando a sujeira invade o espaço destinado aos pedestres. Como consequência do mato crescido, os munícipes atentam para outros problemas decorrentes, como a falta de segurança e possibilidade de doenças como dengue. Todos eles esperam que a Prefeitura e as empresas responsáveis pelas antigas fábricas Villares e Companhia Nacional de Estamparia (Cianê), promovam a limpeza. Prefeitura e a Rumo, concessionária de transporte ferroviário de cargas, responderam que irão atuar nas devidas manutenções das áreas.

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No bairro Quintais do Imperador, o gerente comercial José Carlos Venâncio Aires disse ter precisado recorrer à imprensa para expor o problema do mato alto na rua José Ribeiro Leite, uma vez que já cansou de protocolar pedidos de limpeza junto à Prefeitura, tendo até mesmo reclamado direto à ouvidoria do Paço, mas sem nenhum efeito.

Com as calçadas tomadas pelo mato, até mesmo a pista de caminhada desaparece: “eu e minha esposa temos que caminhar um atrás do outro, porque lado a lado não há espaço”, destaca Aires.
Outro morador do bairro, o supervisor Antonio Marcos, reforça que a Prefeitura só fez a limpeza no início e final de 2018, e destaca que, devido ao mato tão alto, “de um lado ao outro uma pessoa não enxerga outra”.

Mato toma conta de regiões em Sorocaba
Mato em área próxima ao novo Hospital Regional. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Já no Parque Campolim, região sul da cidade, a reclamação é também pelo mato encobrindo o passeio público nas ruas Francisco Moron Fernandes e Lázaro Guerreiro Púglia, vias que dão acesso a um atacadão de alimentos, paralelo à rodovia Raposo Tavares. Em outro trecho da rodovia Raposo Tavares, uma rotatória em frente ao novo Hospital Regional também se encontra coberta pelo mato.

Vila dos Ferroviários

Moradores da Vila dos Ferroviários, ao lado do prédio da Usina Cultural, à margem do rio Sorocaba nas proximidades da ponte da Padre Madureira, reclamam do mato que tomou conta das dependências da antiga fábrica Villares e da antiga Companhia Nacional de Estamparia (Cianê), que fazem lado e fundos, respectivamente, às poucas residências ali existentes.

A dona de casa Francine Antunes disse já ter tido sua residência invadida por um homem que estava escondido dentro da antiga Villares. O eletricista Danilson do Espírito Santo, e o aposentado Reinaldo Cirilo, também ali vizinhos, comentaram que a estrada férrea, que passa ao lado da via conhecida como “estrada da Fepasa”, também se encontra coberta pelo matagal, havendo assim perigo por possibilitar esconderijo a marginais, além da criação de animais peçonhentos.

Mato toma conta de regiões em Sorocaba
Danilson mostra situação na Vila dos Ferroviários. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Respostas

A Prefeitura respondeu, por meio da Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom), ter um cronograma de roçagem, e que encaminhará um técnico ao bairro Quintais do Imperador a fim de verificar a situação de áreas públicas, prevendo roçagem realizada em no máximo 40 dias.

Em caso de área particular, a nota informa que “a fiscalização municipal notifica o proprietário para efetuar a limpeza, e caso não ocorra dentro do prazo estipulado, o proprietário do terreno é multado”.

A Rumo, que é a concessionária de transporte ferroviário de cargas, informou estar atuando em conjunto com a Prefeitura de Sorocaba para viabilização do projeto de revitalização da região central, que contempla um conjunto de obras que utilizará o complexo para outros fins, e que em relação aos serviços de roçagem, os trabalhos são feitos conforme cronograma interno da companhia e uma nova roçagem será programada na área que é de sua responsabilidade.

Mato toma conta de regiões em Sorocaba
Rua Lázaro Guerreiro Púglia: calçada sumiu. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Mas a concessionária esclarece que a operação ferroviária não gera lixo doméstico, sendo fundamental que as pessoas sejam conscientes e descartem esse tipo de material em locais adequados.
Já a Splice respondeu que o imóvel Usina “pertence a mais de um proprietário, inclusive parte dele pertence à Municipalidade”.

A Gerdau, responsável pelas instalações da antiga fábrica Villares, informa que o seu terreno em Sorocaba, localizado à rua Padre Madureira, no bairro Árvore Grande, próximo à linha férrea, está livre de invasões há aproximadamente um ano. Nesse período, a empresa adotou medidas para garantir a preservação do local, reforçando a equipe de vigilância profissional 24 horas. A unidade é frequentada por colaboradores responsáveis pela manutenção e limpeza geral do terreno, incluindo podas regulares. Em função das chuvas intensas na região, está programada uma poda extra no imóvel neste mês de maio. (Adriane Mendes)

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