Sorocaba e Região

Marcos Pontes fala da ‘missão’ de assumir cargo no governo Bolsonaro

O astronauta comandará o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Marcos Pontes ministrou uma palestra em Sorocaba. Crédito da foto: Emídio Marques

“Todos nós precisamos cumprir uma missão com o nosso País. Eu tenho o conhecimento adquirido ao longo de muitos anos trabalhando com ciência no Brasil e fora, e todo esse conhecimento foi solicitado. Eu não poderia deixar de aceitar. Imagina quando você chega lá, com 80, 90 anos, no ‘finalzinho’ e você olha para trás, não importa se você é rico ou pobre, e fala assim: ‘Eu tive o convite para poder ajudar o País e não ajudei’.” O astronauta Marcos Pontes definiu desta maneira o fato de ter aceitado o convite do eleito à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Ele esteve nesta terça-feira (11) no Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS) para palestrar na abertura da primeira edição do Fórum Sorocaba de Cidades Inteligentes.

Antes do evento no PTS, Pontes atendeu aos jornalistas. Entre outros pontos, falou dos pilares que deseja sustentar à frente da pasta e da representatividade deste desafio em sua vida. “É um grande desafio, que precisa ser vencido e vamos cumprir. Desafios são amigos para crescermos. Em cada fase da vida eles parecem enormes, mas espero que não seja o maior (da vida)”, pontuou.

Os principais objetivos do futuro ministro são a formação de recursos humanos (em Ciência e Tecnologia), melhorias na pesquisa básica e trabalho de cooperação entre os ministérios. Pontes, além disso, se intitulou como um “obcecado por educação”. “A educação é a base de solução para todos os problemas”, declarou. Segundo ele, a intenção é de que Ciência e Tecnologia estejam inclusas na base curricular nacional desde o ensino fundamental.

Recursos para Ciência e Tecnologia não são gastos, são investimentos para o País com retorno rápido, garantido e alto, por isso temos de investir

O astronauta também pretende se aproveitar da influência para estruturar melhor o programa espacial brasileiro. “Vamos começar solucionando problemas na área de infraestrutura e de pessoal. Depois de tanto tempo na Nasa, é claro que existe essa [possibilidade] de ligação, assim como com outros países que tenho trabalhado ao longo dos anos, como Rússia, Japão, Canadá e a comunidade europeia como um todo.”

Questionado sobre as possíveis dificuldades financeiras que poderá se deparar como titular do ministério, Pontes fez analogia à infância humilde, em Bauru. “Eu, quando jovem, tinha que trabalhar para ajudar em casa e poder sobreviver. Mas, se eu não estudasse pensando na estratégia do futuro, hoje eu continuaria carregando caixa na feira. Era o que eu fazia com 10 anos de idade. Então a gente tem problemas emergenciais que vamos tratar [disse, sem citá-los]. Recursos para Ciência e Tecnologia não são gastos, são investimentos para o País com retorno rápido, garantido e alto, por isso temos de investir.”

O evento

Além da apresentação de Pontes, o evento também teve palestra do presidente do PTS, Roberto Freitas, sobre a instituição do parque e importância para a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Outra convidada foi Regiane Relva Romano, coordenadora de Pesquisa e Extensão da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), que falou do tema “Cidades Inteligentes: referências mundiais, tendências e o conceito FabCity”. A secretária de Planejamento e Projetos da Prefeitura, Mirian Zacareli, abordou “Sorocaba em números”, apresentando fatos e dados da cidade. (Esdras Felipe Pereira)

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