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Sorocaba e Região

Irmão de jovem morta fala de prisão do suspeito: “Não vai ser suficiente”

Rafaela de Campos, 19 anos, foi morta no último domingo. Suspeito foi preso em São Paulo
Paulo Cesar Manoel é acusado pelo homicídio da estudante Rafaela de Campos. Crédito da foto: Reprodução / Polícia Militar

“Isso não vai ser suficiente”. Esse é o sentimento da família da estudante Rafaela de Campos, 19 anos, sobre a prisão do suspeito pelo seu assassinato, Paulo Cesar Manoel, 40 anos, detido por policiais militares em São Paulo, no final da tarde de quinta-feira (30).

O crime aconteceu no último domingo (26), após a jovem prestar vestibular numa faculdade no centro de Sorocaba, e se dirigir ao ponto de ônibus para Votorantim, onde residia. Seu corpo foi encontrado na tarde do dia seguinte no rio Sorocaba, e a causa da morte foi afogamento. O preso deverá ser apresentado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) na próxima semana.

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Pelo estado de choque em que toda família se encontra, o irmão de Rafaela, Guilherme Campos, por telefone, à princípio disse não querer se manifestar. Porém, ao ser questionado se a prisão do homem apontado como o criminoso traria ao menos uma sensação de alívio, por saber que ele deverá pagar pelo crime e evitar outras possíveis vítimas, Guilherme se limitou a dizer que “isso não vai ser suficiente”, expressando em seguida o desejo de não falar mais, o que foi respeitado pela reportagem.

A delegada titular da DIG, Luciane Bachir, disse que a família deveria comparecer na unidade especializada para ser informada de como se deu a prisão de Paulo Manoel.

A chefia do setor de investigação da DIG informou também que o preso será trazido de volta à Penitenciária Antonio Souza Neto, no bairro da Aparecidinha, de onde havia saído por conta do benefício conhecido como “saidinha”, pelo Dia das Mães. Entretanto, como não ocorre transferência em fim de semana pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), seu retorno para Sorocaba deve acontecer na próxima semana, mas salientou que isso depende daquela pasta.

O caso

Rafaela desapareceu domingo, após prestar vestibular numa faculdade no centro de Sorocaba, onde onde saiu em torno das 18h20, parando de responder às mensagens às 20h25. Como ela não retornou para a casa, a família, preocupada, registrou boletim de ocorrência, e na segunda-feira, seu corpo foi avistado por populares no rio Sorocaba, próximo à ponte Francisco Dell’Osso.

Imagens de videomonitoramento municipal indicaram o suspeito para a Polícia, que o identificou. Ele foi detido em São Paulo, às 17h40 de quinta-feira, ao demonstrar nervosismo ao se deparar com uma equipe de policiais militares na Vila Maria. Em imagens cedidas pela PM, Paulo Cesar Manoel admite ter estado com Rafaela no dia do crime, mas nega tê-la matado. Ela foi sepultada quarta-feira, no cemitério São João Batista, em Votorantim, em meio a muita comoção de familiares e amigos. (Adriane Mendes)

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