Casa de Papel Sorocaba e Região

Inquérito da operação Casa de Papel é enviado à Justiça em Sorocaba

Documento apontou a existência de crimes de corrupção ativa e passiva, licitatórios e peculato na Prefeitura
Operação casa de Papel foi deflagrada pelo Gaeco e pela Polícia Civil
A operação foi deflagrada em abril e apreendeu documentos na Prefeitura de Sorocaba. Crédito da foto: Emídio Marques (08/04/2019)

O inquérito da operação Casa de Papel, que investigou crimes de corrupção na Prefeitura de Sorocaba, foi concluído pela Polícia Civil e enviado à Justiça. A informação foi divulgada nesta terça-feira (08) pela Delegacia Seccional de Sorocaba.

Conforme a Polícia Civil, o inquérito apontou a existência de crimes de corrupção ativa e passiva, licitatórios e peculato. O prefeito cassado de Sorocaba, José Crespo, é acusado de chefiar o esquema criminoso

A polícia ainda afirma que houve a demonstração de uma organização criminosa instalada dentro da Prefeitura de Sorocaba, composta por agentes políticos, públicos e empresários que “associados entre si tiveram a finalidade de possibilitar o desvio de dinheiro público”.

Ao todo, 12 pessoas foram indiciadas no âmbito da operação. O indiciamento de três deles ocorreu presencialmente na Delegacia Seccional –  o ex-secretário de Cultura, Werinton Kermes, o empresário Fernando Araújo e o servidor Edmilson Chelles.

À imprensa, Kermes negou envolvimento com qualquer tipo de irregularidade e atribuiu as acusações a uma vingança política. A defesa de Chelles não quis comentar o indiciamento. Já Fernando Araújo divulgou nota onde ameniza a situação e nega envolvimento com a organização criminosa.

Kermes foi indiciado na Delegacia Seccional nesta segunda-feira (07). Crédito da foto: Marcel Scinocca

Outros envolvidos

Também investigado pela Operação Casa de Papel, o ex-secretário Hudson Zuliani deveria ser indiciado nesta segunda (7), mas a medida foi suspensa pela Justiça na sexta-feira (4) após a defesa impetrar um habeas corpus preventivo.

Ainda nesta segunda (7), as defesas de Crespo e do empresário Felipe Bismara, das empresas Selt e Twenty, entraram na Justiça, em São Paulo, com um pedido de habeas-corpus contra seus indiciamentos na Polícia Civil.

Crespo e os demais envolvidos também negam envolvimento nos crimes.

 

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