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Fora da Casinha

Decisão sobre a construção da base da GCM ficou para depois
Foto: Erick Pinheiro

A decisão sobre a casinha apontada como a solução para a segurança no centro da cidade e que agride o ambiente histórico-arquitetônico do local, ficou, oficialmente, para outro dia. O que se sabe é que o assunto deverá ser encaminhado para o MP e outros órgãos que podem opinar com mais propriedade, como os arquitetos e urbanistas. É um tema estranho no ninho.

Calor de deixar doente

Com a onda de calor que frita a cidade é sempre bom relembrar que há alguns anos, 2003, quase 15 mil pessoas, em sua grande maioria idosos, morreram na França quando uma onda de calor acometeu o País. No ano passado, outro considerável número, 1.500 pessoas idosas morreram por hipertermia devido a dificuldade em resfriar a temperatura do corpo pelo ambiente quente. Em Sorocaba pergunta-se o que acontece nos hospitais públicos que não tem ar condicionado e não se pode usar ventiladores que, ao menos, poderiam amenizar o sofrimento de pacientes e familiares que são obrigados a ser acompanhantes de pacientes.

Salário, carro etc

Dos 20 vereadores de Sorocaba, nem todos foram favoráveis ao projeto de lei da Mesa Diretora da Câmara que reajustou os salários dos próprios parlamentares em 3,69%, além dos vencimentos do prefeito, da vice, dos secretários municipais e dos funcionários do legislativo sorocabano. O líder do governo Crespo na Câmara, por exemplo, apresentou emenda propondo que o reajuste inflacionário não fosse estendido aos salários dos vereadores, que já era de mais de R$ 12 mil e com o aumento irá para quase R$ 13 mil. A emenda de Irineu foi criticada por alguns colegas em plenário. O vereador Luis Santos (Pros) colocou-se contra a emenda, enfatizando a importância do trabalho dos parlamentares e ressaltando que não se trata de reajuste, mas de reposição de perdas inflacionárias. Rebatendo as críticas, Irineu disse que sua proposta com a emenda contra o reajuste era uma irrisória contribuição para a população, que sofre esperando medidas do poder público. “O que custa os vereadores não terem um reajuste de 3,69% já que a gente ganha mais de R$ 12 mil por mês?”, questiona. E completou: “nós temos convênio médico, carro, combustível, daí perguntam por que você não doa? Mas a proposta não é essa. A proposta é mudar a cara do legislativo sorocabano e acabar com o populismo na Câmara. Porque o populismo que eu tenho visto aqui é só favorável já pensando nas próximas eleições, e não pode ser assim. Nós temos que trabalhar em favor da população”, disse o vereador. A emenda dele recebeu parecer contrário da Comissão de Justiça, que foi acatado em plenário e acabou sendo arquivada.

Aumento para ninguém

Outra emenda também tentou barrar o aumento de 3,69% para os salários tanto dos vereadores e funcionários do Legislativo sorocabano como para os salários do prefeito, da vice e dos secretários municipais. Desta vez, a proposta foi apresentada pelo vereador Hudson Pessini (MDB), mas também sem sucesso. A emenda também recebeu parecer contrário da Comissão de Justiça, o que foi acatado em plenário pelos vereadores e acabou sendo arquivada.

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