Sorocaba e Região

Homens são 73% das vítimas de mortes violentas em Sorocaba

No ano passado foram 243 casos envolvendo pessoas do sexo masculino e 89 do feminino
Homens são 73% das mortes violentas
Mortes violentas são relacionadas à criminalidade e violência, além de acidentes de trânsito. Crédito da foto: Adival B. Pinto / Arquivo JCS

Em Sorocaba os homens são 73,1% das vítimas de mortes consideradas violentas conforme os dados de Registros Civil divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total de 332 óbitos desse tipo registrados na cidade em 2017, 243 eram homens e 89 mulheres. A pesquisa considera como mortes violentas as que são decorrentes de homicídios e acidentes de trânsito, por exemplo.

As mortes naturais somadas às violentas resultam 4.241 óbitos na cidade ao longo do ano passado. Há dez anos esse número era de 3.497 no total, sendo 328 consideradas violentas. Entre 2007 e 2017, houve um aumento de 13% nos registros de morte violenta na população masculina com idades entre 15 e 24 anos, quadro semelhante ao nacional. No Brasil, segundo o IBGE, nesta faixa etárias os homens são 91% das vítimas de mortes violentas, enquanto as mulheres são 9%. Essa também é a única faixa etária em que as mortes violentas se sobrepõem às naturais, na proporção de 70% para 30%.

“A mortalidade masculina é superior à feminina ao longo de toda a vida. Contudo, em um determinado intervalo de idade, principalmente entre jovens e adultos jovens, esse diferencial se acentua. As causas principais para essa diferença são justamente as mortes não naturais, que incidem com mais intensidade entre homens”, observa a gerente da pesquisa Klívia Oliveira.

Entre as vítimas de morte violenta no ano passado, 177 pessoas chegaram a ser socorridas e morreram no hospital. E 58 foram mortas dentro de casa e 81 em via pública. Já 79,8% (3.059) das mortes naturais em Sorocaba ocorreram após a vítima receber atendimento médico. Além disso, 610 pessoas morreram em casa e 15 sofreram com algum problema de saúde em via pública.

Se comparado o total de óbitos entre 2016 e 2017, houve redução de 1,5%, passando de 4.308 para 4.241. As mortes violentas também tiveram redução em um ano, passando de 357 para 332, ou seja, queda de 7%. As mulheres vítimas desse tipo de morte, porém, passaram de 88 para 89.

Criminalidade e violência

A mestre em sociologia Bianca Nascimento Alves destaca que as mortes violentas de homens estão diretamente relacionadas aos índices de criminalidade e violência urbana. “Nessas estatísticas contam também os acidentes de trânsito e os homens são maioria ao se envolver nesse tipo de ocorrência, assim como acontece com o tráfico”, aponta. Já as mortes de mulheres, afirma, estão ligadas ao gênero. “O IBGE não aponta o tipo de morte violenta, mas a violência doméstica, por exemplo, é um fator determinante para os óbitos de mulheres”, afirma.

Entre as mulheres mortas em 2017, segundo o IBGE, 64 foram levadas ao hospital, mas não resistiram. Outras 15 mulheres foram mortas de forma violenta em casa e nove em via pública. Já as mortes naturais atingiram 1.851 mulheres e 1.981 homens ao longo do ano passado.

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