Sorocaba e Região

Homens precisam reforçar os cuidados com a saúde depois dos 50 anos

Os sintomas da DAEM, conhecida como andropausa, podem surgir a partir dessa idade, mas há tratamento
Foto: Pixabay

A Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), caracterizada pela redução de testosterona e conhecida como andropausa, não afeta todos os homens a partir dos 50 anos, mas existe tratamento. E, embora andropausa seja o nome popular dado à DAEM, quando comparada à menopausa feminina, não deve ser chamada dessa forma porque há diferenças entre as duas em vários aspectos.

Quem explica é o médico urologista Leonardo Messina, professor de Urologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) São Paulo, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, mestre em Ciências, pela Universidade Federal de São Paulo (EPM) e diretor do Instituto de Sexualidade e Urologia de Sorocaba.

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De acordo com Messina, “a DAEM não ocorre com todos os homens que envelhecem, os sinais e sintomas não são exclusivos, e não se manifesta em uma estreita faixa etária”, explica o urologista.
Segundo Messina, o que pode acontecer é uma diminuição da produção de testosterona, em geral em torno de 12% a cada década de vida, e que a partir disso, o termo mais utilizado no Brasil é a DAEM, que consiste no conjunto de sinais e sintomas decorrentes da diminuição da concentração de androgênios no homem. O médico destaca ainda que “estudos apontam que apenas cerca de 20% dos homens após os 40 anos terão a queda de testosterona”.

Sintomas

Os sintomas são vários, mas os mais comuns são a diminuição da força e da massa muscular, fadiga, aumento da gordura visceral, comprometimento da memória e das funções cognitivas, depressão e irritabilidade. Diminuição da libido e do número de ereções noturnas e matinais e disfunção erétil, são outras situações comuns no quadro da DAEM.

Homens devem reforçar os cuidados com a saúde depois dos 50 anos
Urologista Leonardo Messina recomenda exames preventivos periódicos. Foto: Emidio Marques

Entretanto, como tais sintomas podem surgir por outros motivos, como por exemplo, por um quadro de estresse, a DAEM precisa ser diagnosticada por meio de exames, e somente em caso positivo a reposição de testosterona será indicada.

A reposição, segundo Messina, é feita por injeções quinzenais ou trimestrais, e ainda por gel diário cutâneo. O acompanhamento médico é importante, e conforme disse, o paciente ganha qualidade de vida. A reposição só não será indicada para homens com câncer de próstata.

Anabolizantes

Messina alerta, porém, quanto ao uso de anabolizantes sem recomendação médica, uma vez que, segundo ele, o excesso de testosterona pode provocar infertilidade por atrofia dos testículos, além de problemas cardíacos, e dependendo do quadro, levar à morte.

Conforme frisou o médico, o importante é que o homem busque ajuda médica em caso de surgimento de algum dos sintomas, considerando que podem estar relacionados a outras doenças que aparecem com o passar dos tempos, como por exemplo, a diabetes.

Messina ressalta que a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda aos homens fazer exame de próstata a partir dos 45 anos de idade, para quem tem antecedente familiar de primeiro grau com câncer de próstata, quem for afrodescendente, e os obesos. Os demais, segundo ele, podem começar os exames a partir dos 50 anos de idade.

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