Sorocaba e Região

Homem que pede emprego com placa diz ter sido expulso de mercado

Carlos diz que aguardava uma senhora que se propôs a fazer uma compra de alimentos para ele
Carlos ganhou algumas alimentos de uma mulher. Crédito da foto: Aline Albuquerque/Jornal Cruzeiro do Sul

O desempregado que recorreu a uma placa para pedir emprego nas ruas de Sorocaba relata ter sido expulso de um supermercado no Alto da Boa Vista. Segundo Carlos Alberto da Fontora Medeiros, de 57 anos, ele ganhou uma compra de alimentos de uma mulher que passava próximo cruzamento do mercado e, ao ver a placa, se propôs a ajudá-lo.

Ainda conforme Carlos, ele aguardava a mulher fazer as compras no estacionamento da rede, quando teria sido expulso do local por uma segurança. Ele afirma que não estava pedindo ou abordando clientes nas dependências do supermercado, apenas esperava a mulher que havia lhe oferecido ajuda com os alimentos.

Ele afirma que disse à segurança que não estava pedindo, mas mesmo assim a mulher informou que no local não poderiam permanecer pedintes. “Estava só esperando a senhora que me ajudou, eu não entrei no mercado”, contou Carlos.

O homem procurou a gerência do estabelecimento, que disse a ele que esse era o procedimento e ressaltou que era proibido pedintes no estacionamento, bem como no mercado. Por isso, ele saiu do local e esperou que a mulher finalizasse a compra. Quando a viu saindo do mercado foi buscar os alimentos.

O jornal Cruzeiro do Sul solicitou uma nota ao Grupo Pão de Açúcar, que informou “que abriu uma apuração interna para investigar a ocorrência tão logo soube do ocorrido e ressalta que adotará as medidas cabíveis assim que as investigações forem concluídas”.

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Procura por emprego

Carlos Alberto da Fontora fica na avenida Carlos Reinaldo Mendes. Crédito da foto: Erick Pinheiro/Jornal Cruzeiro do Sul

Em junho deste ano o jornal Cruzeiro do Sul fez uma reportagem com Carlos, que recorreu à placa para tentar conseguir um trabalho. O desempregado costuma ficar em um semáforo da avenida Carlos Reinaldo Mendes, no bairro Alto da Boa Vista. Formado em administração, ele está há cerca de um ano e meio sem emprego e viu a placa como alternativa de conseguir uma recolocação no mercado de trabalho.

Carlos mora com a esposa, que sofre de depressão e síndrome do pânico, em Votorantim. Ele declara que, após a reportagem, chegou a ser procurado por diversas pessoas que o ajudaram com alimentos e medicamentos, mas ainda não conseguiu uma oportunidade de trabalho. (Aline Albuquerque)

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