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Sorocaba e Região

Homem é suspeito de usar nome do Gpaci para aplicar golpe em Sorocaba

Suspeito teria pedido doação de R$ 5 na Vila Santana; hospital informa não fazer esse tipo de ação
O suspeito usava camisa listrada, uma mochila nas costas e um crachá do Gpaci. Crédito da foto: Cortesia (31/7/2019)

Um homem teria se passado por agente do Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci) de Sorocaba. Ele é suspeito de aplicar golpes em frequentadores de uma casa noturna na Vila Santana. Segundo testemunhas, na quarta-feira (31), ele conversou com diversas pessoas na fila de entrada e pediu a doação de R$ 5 para o Gpaci.

Um rapaz, que preferiu não se identificar, afirma ter sido abordado pelo suspeito por volta das 20h. O fato ocorreu enquanto aguardava para entrar no bar. Segundo ele, o homem usava um crachá do Gpaci e carregava uma prancheta com folhas. Os papéis continham linhas para assinatura, afirma.

O suposto agente, conta a testemunha, alegou que o Gpaci realizaria uma festa do pastel na casa noturna. Segundo ele, quem doasse R$ 5 para o hospital e assinasse a lista não precisaria pagar a entrada do evento.

Outra cliente também estava na fila e presenciou a ação do homem. Conforme ela, o suspeito dizia que os recursos arrecadados seriam revertidos para campanhas e melhorias no Gpaci.

A relação de supostas contribuições, completa, possuía várias assinaturas de prováveis vítimas da armação. Além dos nomes, acrescenta, os contatos e valores doados pelas pessoas estavam na lista.

Suspeita

Um dos fatores que levantaram suspeita sobre um possível golpe foi a má qualidade do crachá do suspeito. O objeto, descrevem as fontes ouvidas pelo Cruzeiro do Sul, era composto por uma ficha de identificação impressa em papel simples e envolta por uma carteira plástica transparente.

Hoje é dia de comer Big Mac e contribuir com o trabalho do Gpaci
Gpaci atende crianças e adolescentes com câncer. Crédito da foto: Arquivo JCS

Além disso, o homem não usava camiseta com qualquer tipo de identificação do Gpaci, e sim roupas comuns, dizem os clientes. Ele também seria bastante insistente com as pessoas que se negavam a doar a quantia exigida. “Parecia [estar] desesperado”, relata o rapaz.

Um cliente diz que ficou revoltado com a ação do homem. “O que mais deixou a gente indignado foi a causa que ele estava usando para dar o golpe.”

O homem teria permanecido no local por cerca de meia hora e, depois, não foi mais visto. Conforme o rapaz, o suspeito tem cerca de 1,70 metros de altura, é pardo e usa alargador em uma das orelhas. Possui tatuagens e estava de topete. Na quarta-feira (31), ele trajava uma camiseta polo azul marinho listrada, bermuda jeans clara, tênis branco e estava com uma mochila preta.

Gpaci

A responsável pela captação de recursos do Gpaci, Camila Carvalho de França Ferrer, afirma que o hospital não designa funcionários para pedir doações em locais públicos. As solicitações, sejam financeiras ou de medicamentos, são realizadas pelo telefone, apenas para doadores cadastrados. Nesses casos, um funcionário do hospital, devidamente identificado, vai até a casa dos colaboradores para receber as doações.

Camila também negou negou que o Gpaci realizará uma festa do pastel na casa noturna. A informação também foi negada pelo estabelecimento, por meio das redes sociais.

O estabelecimento se pronunciou nas redes sociais. Foto: Reprodução

O Gpaci também arrecada recursos de outras três formas. São elas: o Bazar do Amor, o MC Dia Feliz e as contribuições por meio de incentivos fiscais de pessoas físicas e jurídicas. Além disso, conforme Camila, o hospital deve realizar, provavelmente em outubro, um sorteio filantrópico.

Camila alerta que as pessoas devem ficar atentas quando receberem ligações ou abordagens suspeitas em nome do hospital. Para verificar se trata-se de uma armação, é preciso tentar obter o máximo de informações possíveis, recomenda ela. (Da Redação)

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