Sorocaba e Região

Ex-assessora de Crespo nega ter recebido dinheiro por trabalho voluntário

Tatiane Polis prestou depoimento à Polícia Civil na sede da Delegacia Seccional de Sorocaba
Tatiane Polis deixou a Delegacia Seccional de Sorocaba sem falar com a imprensa. Crédito da foto: Erick Pinheiro (5/6/2019)

Tatiane Polis, ex-assessora do prefeito José Crespo (DEM), prestou depoimento nesta quarta-feira (5) à Polícia Civil de Sorocaba. Segundo a delegada Daniela Cavalheiro Moreira Lara de Goes, ela nega ter recebido dinheiro pelo trabalho voluntário exercido na Prefeitura de Sorocaba.

Esse trabalho de investigação da Polícia Civil sobre o voluntariado na Prefeitura de Sorocaba apura tanto a possível prática de crime de responsabilidade do prefeito José Crespo quanto o de usurpação de função pública de Tatiane Polis. De acordo com a delegada, a ex-assessora pode ser ouvida novamente. Ela também não descarta um depoimento do prefeito Crespo.

O depoimento de Tatiane Polis ocorreu durante a manhã na Delegacia Seccional de Sorocaba e durou 1h10. Ela chegou acompanhada do advogado Márcio Leme e não falou com a imprensa.

Em 28 de maio, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de Tatiane Polis. O objetivo foi apreender documentos que possam estar relacionados à investigação do falso voluntariado na Prefeitura de Sorocaba.

A delegada ressaltou que os materiais apreendidos na casa de Tatiane, como documentos, aparelhos celulares e notebooks, ainda estão sendo periciados. Os laudos são aguardados pela Polícia.

Segundo o titular da Delegacia Seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, em entrevista à rádio Cruzeiro FM em 28 de maio, um dos materiais coletados na residência foi o termo original de voluntariado original relacionado à investigada. “É um documento fundamental, que gerou o início do inquérito do voluntariado irregular”, comenta o delegado.

No dia 17 de abril, o Cruzeiro do Sul publicou que o prefeito José Crespo determinou para Tatiane Polis receber um salário de R$ 11 mil por mês, embora atuasse como “voluntária” na Prefeitura. Esta declaração foi feita pelo ex-secretário de Comunicação e Eventos (Secom), o jornalista Eloy de Oliveira, que naquele mês pediu exoneração do cargo após ser citado como investigado na operação Casa de Papel.

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O Cruzeiro do Sul teve acesso a trechos do depoimento de Eloy. No documento, ele informa que Crespo insistiu para que a agência de publicidade e propaganda DGentil contratasse Tatiane como funcionária, mas o dono da empresa, Luís Navarro, se recusou a contratá-la. O impasse foi resolvido com um acordo, por determinação de Crespo, pelo qual a ex-assessora deveria ser paga com dinheiro do contrato público — no valor de R$ 20 milhões — que a agência tem com a Prefeitura. (com informações de Larissa Pessoa)

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