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Sorocaba e Região

Esgoto de complexo penitenciário em Capela do Alto preocupa

Unidades de Capela do Alto estão superlotadas e moradores do bairro denunciam poluição em rio
Unidades estão com 1.079 presos a mais do que a capacidade e moradores denunciam mau cheiro e dejetos no rio Sarapuí. Crédito da Foto: Erick Pinheiro

Moradores da região do bairro do Porto, em Capela do Alto, reclamam que o Centro de Detenção Provisória (CDP) estaria jogando esgoto no rio Sarapuí, e segundo alguns moradores, a situação, que já seria antiga, teria sido presenciada na última quinta-feira, quando um grupo de homens pretendia pescar no local. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), nenhuma denúncia chegou ao órgão. O CDP fica no km 134 da rodovia Raposo Tavares, no bairro Capanema, e faz parte do Complexo Penitenciário de Capela do Alto, que compreende também a Penitenciária.

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Com capacidade total para 1.694 homens (847 vagas para cada uma das unidades), o complexo estava, até anteontem (29), com população excedente de 1732 presos, totalizando 3.426 pessoas. Desse montante, o maior excedente é da penitenciária, com 1.079 presos a mais.

Um aposentado, morador no bairro do Porto, mas que preferiu não ser identificado, disse ser constante a poluição no rio Sarapuí por conta do esgoto recorrente do complexo penitenciário, e destacou acreditar que isso também ocorre por conta da superlotação carcerária. Mas apesar do relato tanto dos denunciantes, como do aposentado abordado pela reportagem naquele município, em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informa que o esgoto do Complexo Penitenciário de Capela do Alto é tratado por empresa terceirizada especializada. A SAP diz que a empresa faz a medição do nível de pureza do rio mensalmente e que os laudos sempre atestam níveis de eficiência dentro dos parâmetros legais. A pasta informou ainda que o complexo recebeu, recentemente, a visita dos responsáveis técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) do município de Capela do Alto para verificação dos sistemas de poços artesianos e esgotos, onde nada teria sido apontado de irregularidade.

Ainda segundo a SAP, no dia em que pescadores teriam testemunhado a soltura do esgoto no rio Sarapuí, foi realizado nas unidades um processo chamado de hidrojateamento, que acontece a cada seis meses, e consiste na limpeza das tubulações internas por meio de jatos de água, e isso teria ocasionado a turbidez do rio, salientando porém que “assim como o esgoto, essa água também passa pelo processo de tratamento e a turbidez se dá apenas por um curto período”.

A Cetesb também respondeu que a licença ambiental emitida para o CDP de Capela do Alto contempla um sistema de tratamento de efluentes. Segundo o órgão, o esgoto gerado nas instalações do Centro passa por tratamento, antes de ser lançado no corpo d’água. A Cetesb informou também não ter recebido nenhuma reclamação ou denúncia de despejo irregular de efluente no rio Sarapuí, originário do Centro de Detenção Provisória.

Embora o rio não exalasse nenhum odor e não apresentasse nenhum dejeto enquanto a reportagem estava no local, pode-se presenciar que suas águas são escuras, o que também pode prejudicar a visibilidade de esgoto. (Adriane Mendes)

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