Sorocaba e Região

Escolas são furtadas 59 vezes durante a quarentena em Sorocaba

De acordo com a GCM, as ocorrências representam 60,2% do total registrado neste ano
Escolas são furtadas 59 vezes durante o período de quarentena
O CEI-27, na Vila Barão, lidera o ranking de atos criminosos realizados em 2020. Crédito da foto: Fábio Rogério (27/5/2020)

Nos últimos dois meses, período em que a suspensão das aulas está em vigor, devido à quarentena, unidades de educação municipais foram furtadas e/ou vandalizadas 59 vezes, entre abril e maio. De acordo com a Guarda Civil Municipal (GCM), as ocorrências nos últimos 57 dias representam 60,2% do total registrado neste ano, que contabiliza 98 casos.

Ainda segundo os dados da GCM, do total de ocorrências de invasões de unidades municipais, 62 foram furtos, 34 foram atos de vandalismos e teve ainda duas tentativas de furto. O levantamento disponibilizado ao jornal Cruzeiro do Sul mostra que o Centro de Educação Infantil (CEI) 27, na Vila Barão, lidera o ranking de atos criminosos neste ano. O local foi invadido dez vezes desde janeiro. O mês mais crítico foi maio, com cinco ocorrências nessa mesma unidade.

Outra unidade que sofre com os atos criminosos de forma recorrente é a Escola Municipal Benedicto José Nunes, no Parque Esmeralda. Embora não tenha sofrido nenhum ataque entre janeiro e março, a instituição foi furtada e vandalizada três vezes em abril e quatro vezes em maio.

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O CEI-10, no Jardim São Conrado, também aparece entre as unidades com mais ocorrências, com o total de seis neste ano, sendo quatro somente em maio.

Questionada sobre os reparos que precisam ser realizados nas unidades após as invasões, a Secretaria de Educação afirmou que essas avarias são realizadas com recursos das próprias unidades escolares, por meio de Associação de Pais e Mestres (APM), do Programa Dinheiro Direto na Escola, do Governo Federal, ou pelo Adiantamento para Despesas Emergenciais e Miúdas, a chamada “verbinha”. A pasta não dispõe de dados sobre os custos dos reparos necessários.

Sem manutenção

A Sedu informou ainda que está sem contrato de manutenção em vigência desde outubro de 2019. Um novo contrato, conforme a pasta, “era para ser vigorado em abril, mas precisou ser suspenso devido à pandemia do novo coronavírus”. Somente após o retorno das aulas a secretaria avaliará a condição orçamentária para retomar o contrato de manutenção.

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Neste ano a Sedu teve somente uma unidade de ensino que recebeu manutenção, que foi a E.M. Antenor Monteiro de Almeida, no bairro Aparecidinha. O muro no entorno da escola, que passou por reforma no ano passado, caiu no início de março após uma forte chuva que atingiu a cidade. A pasta informou que para realizar o reparo foi assinado um contrato emergencial de R$ 30 mil. (Larissa Pessoa)

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