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Sorocaba e Região

Empresário que morreu em represa foi vítima de fatalidade, diz esposa

Vítima, de 40 anos, foi atingida pela hélice do barco após cair na água
Cíntia e o marido durante passeio de barco na represa de Itupararanga. Crédito da foto: Acervo pessoal

A família do empresário José Alexandre do Carmo Filho, de 40 anos, que morreu no último domingo (01) na represa de Itupararanga, em Votorantim, acredita que ele foi vítima de uma fatalidade. A psicanalista Cíntia Croco, que é esposa dele, negou que a causa da morte tenha sido afogamento e disse que o marido caiu do barco após uma onda na água. Segundo ela, o homem foi atingido pela hélice do veículo, e, ferido, perdeu a consciência e afundou.

Cíntia relata que o marido tinha familiaridade com a água e que, mesmo após ser atingido, chegou a nadar no momento em que ela pulou do barco para tentar resgatá-lo. “Eu me aproximei, vi que ele estava sangrando e perguntei se ele havia se machucado. Ele me pediu calma, mas nesse momento ficou inconsciente e afundou”, conta. A esposa acredita que ele tenha morrido logo antes de afundar ou então desmaiado e se afogado depois.

O acidente

O acidente aconteceu pouco depois do grupo partir com o barco da Marina Rasa, que fica no trecho da represa entre Votorantim e Ibiúna. Conforme Cíntia, o veículo era dirigido por um barqueiro profissional e, além dele, estavam no barco o casal e uma prima. Cerca de 500 metros após a saída, outro barco passou do lado e formou uma onda no momento em que o trio estava sentado na parte da frente. O movimento derrubou José para a água, segundo a esposa.

O acidente aconteceu logo após o grupo partir com o barco da marina. Crédito da foto: Divulgação / Arquivo

Cíntia ainda conta que, após a queda, sentiu um movimento no barco, indicando que ele passou por cima do marido. “O piloto era experiente e desligou o motor na hora, então eu logo pulei para ir atrás dele”, lembra. Foi neste momento que o empresário nadou até a esposa e ela percebeu que ele estava ferido. Depois, a família verificou que duas hélices do veículo ficaram danificadas.

Buscas

De acordo com a psicanalista, rapidamente outro barco da marina parou perto deles e a retirou da água. “Eles acharam que eu que estava me afogando, mas quando viram que eu estava bem logo passaram a procurar pelo José. O pessoal pulou na água com boias, mas não o encontrou”, cita. Logo depois disso, o grupo acionou mergulhadores profissionais e o Corpo de Bombeiros para tentar o resgate.

Com isso, as buscas pelo corpo do empresário começaram ainda no domingo e entram no quarto dia nesta quarta-feira (04). Participam do trabalho equipes dos bombeiros da região, além de um helicóptero, barcos e jet skis. A família também contratou um mergulhador particular especializado em buscas, que veio de São Paulo com um sonar para localizar a vítima.

O barco era uma opção de lazer para o casal há mais de 20 anos. Crédito da foto: Acervo pessoal

Despedida

A psicanalista não culpa ninguém pelo acidente com o marido. “Nós estávamos sempre na marina, o José nadava muito bem, tínhamos uma história de mais de 20 anos com barcos, que pra nós sempre foi uma opção de lazer. Além disso, a questão da onda é normal. Foi mesmo uma fatalidade”, afirma. A esperança da família, agora, é encontrar o corpo do empresário para dar a ele uma despedida. “Não vamos parar as buscas até encontrá-lo”, finaliza.

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