Sorocaba e Região

Educação ambiental é desafio para manter os recursos hídricos

Em 2016, pesquisa mostrava que 35 milhões de brasileiros não tinham acesso à água tratada
Educação ambiental é desafio para manter os recursos hídricos
Encontro realizado em Sorocaba discutiu ações para a região. Crédito da foto: Emidio Marques

Com a intenção de discutir a situação geral do saneamento e buscar formas de conscientizar a população sobre a importância das ações individuais, Sorocaba sediou nesta quarta-feira (26) o 10º e último Encontro Regional do Projeto Gota d’Água 2019, promovido pelo Consórcio PCJ. O evento reuniu na UFSCar Santa Rosália representantes de Meio Ambiente e Educação, gestores de saneamento e abastecimento de água de Sorocaba, Itu e Votorantim.

Este ano, o Gota d’Água conta com a parceria da Ares-PCJ,  que vem ampliando a atuação do projeto ao incluir cidades reguladas pela agência. O diretor-geral do Saae Sorocaba, Ronald Pereira da Silva, participou do evento e congratulou o Consórcio PCJ pela parceria exclusiva com a Ares PCJ, agência que regula o Saae Sorocaba. Ronald destacou os trabalhos realizados pelo Saae na área de Educação Ambiental, mas disse que a mudança de hábitos depende de cada pessoa.

Como nos encontros regionais anteriores realizados em Amparo, Ribeirão Preto, Atibaia, Campinas, Indaiatuba, Limeira, Piracicaba, Pirassununga e São Carlos, as atenções no evento de Sorocaba se voltaram à gestão da água e ao direito universal ao saneamento básico. Além de conhecerem as experiências do projeto, os participantes tiveram a oportunidade de expor no Gota d’Água realidades locais, compartilhar ideias e fazer sugestões a respeito dos temas discutidos.

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Educação ambiental é desafio para manter os recursos hídricos
Thiago Pietrobon, do Consórcio PCJ. Crédito da foto: Emidio Marques

O biólogo Thiago Pietrobon, consultor do Consórcio PCJ, e que palestrou no evento, apresentou números divulgados em 2016 pelo Sistema Nacional de Informação de Saneamento (Sinasa), que mostram que 35 milhões de brasileiros não tinham acesso à água tratada, e mais de 100 milhões não dispunham de rede de coleta de esgoto. Ele citou também que levantamento realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontava que 65% das internações de crianças menores de 10 anos se davam por falta de rede de esgoto sanitário e água potável, além de que crianças sem acesso a saneamento têm 18% de redução no desempenho escolar.

Já em relação à área abrangida pela Bacia dos Rios Sorocaba e Médio Tietê, com uma população aproximada de dois milhões de pessoas, 87% têm acesso à água tratada, 85% a coleta de esgoto, e 74% a tratamento de esgoto.

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Educação Ambiental

“Ao longo dos encontros do Gota d’Água, nossos debates foram se aperfeiçoando e hoje estamos mais maduros para debater o saneamento. Sabemos que ainda é preciso investir muito na Educação Ambiental para atingir cada vez mais a população e encontrar soluções para desafios como desperdício, furto de água, reúso e universalização do acesso”, avalia Andréa Borges, gerente técnica do Consórcio PCJ e coordenadora do Programa de Educação e Sensibilização Ambiental responsável pela realização do Gota d’Água. “Os educadores e gestores que participam das capacitações reconhecem cada vez mais a importância de se tornarem influenciadores no desafio que é a preservação dos recursos hídricos”, conclui.

Educação ambiental é desafio para manter os recursos hídricos
Ronald Pereira, diretor do Saae. Crédito da foto: Emidio Marques

Durante o debate, os participantes reconheceram a importância em se investir na educação ambiental a partir dos estudantes em idade infantil, porque se tornam multiplicadores de informações de modo que os pais até se espantam e se sensibilizam com a causa. Para a gestora de desenvolvimento educacional Sônia Maria Manetta, é preciso mobilizar as crianças sem criar pavor, como se a água do planeta estivesse para acabar: “a questão ambiental deve ser tratada como moral, ensinando o que é certo e errado, como não deixar a torneira aberta, lavar a frente da casa com mangueira em dia de chuva, além do que o tema deve ser permanente”, destacou.

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Ao final do encontro, os participantes receberam um kit com materiais educativos. O gibi “Turma do Lamba De olho na água”, o jogo dos 7 erros no uso da água e a publicação “Água: vamos falar sério?” foram elaborados especialmente para que os educadores possam trabalhar em sala de aula com conceitos amplos, como preservação dos rios e uso consciente da água no dia a dia. O material também possui uma versão on-line disponível em “Publicações”, na Biblioteca Digital do site da empresa.

E para que as trocas de experiência aconteçam, desde o primeiro encontro regional realizado em Amparo, no dia 3 de abril, os participantes foram adicionados a um grupo no WhatsApp, que até ontem contava com 168 integrantes. (Adriane Mendes)

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