Sorocaba e Região

Corregedoria vai apurar prisão de advogado por delegado em Tatuí

A Secretaria de Segurança Pública informou que todos os fatos relacionados ao caso estão sendo apurados
Corregedoria vai apurar prisão de advogado por delegado em Tatuí
Viatura da Polícia Civil. Crédito da foto: Governo do Estado de São Paulo (2/7/2018)

A prisão de um advogado decretada por um delegado em Tatuí está sendo analisada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Segundo a pasta, vinculada ao governo estadual, uma apuração preliminar foi instaurada na 7ª Corregedoria Auxiliar de Sorocaba.

Por meio de nota, a SSP informou que todos os fatos relacionados ao caso estão sendo apurados. Na segunda-feira (7), o advogado teve a prisão decretada durante o exercício da profissão.

O fato ocorreu dentro da Delegacia de Tatuí. O advogado foi detido por desacato, desobediência e resistência. A prisão teria sido ratificada e corroborada por outro delegado.

Segundo a 24ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a prisão foi ratificada por suposto crime de desacato, desobediência e resistência. “Sem qualquer justificativa ou fundamento jurídico, revelando manifesto abuso de autoridade e atentado contra o exercício da advocacia”, diz a nota da entidade.

Voz de prisão

O fato ocorreu segunda-feira (7), por volta das 17h30. O advogado teria entrado na sala do delegado e reclamado de um mau atendimento na delegacia. Ambos começaram a discutir, a falar alto e o delegado deu voz de prisão.

De acordo com a OAB, o advogado foi conduzido coercitivamente para uma cela da unidade policial. Ele também teria sido impedido de comunicar-se com os representantes da Ordem dos Advogados do Brasil.

A prisão do advogado durou cerca de 2 horas. A OAB informou que o profissional foi liberado após a ocorrência ser presidida pelo delegado plantonista. Ele teria determinado a imediata liberação da pessoa detida e a devolução dos pertences.

Suposto crime de desacato

Após ser liberado, o advogado registrou um boletim de ocorrência contra os dois delegados. A ocorrência foi qualificada como suposto crime de desacato. O documento foi produzido com as presenças do presidente e vice da OAB Sorocaba, Márcio Leme e João Paulo Milano, respectivamente. (Da Redação)

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