Covid-19 Sorocaba e Região

Consumidores reclamam de alta nos preços em supermercados de Sorocaba

Dizem também que faltam alguns produtos em supermercados, principalmente álcool em gel e líquido
O produto que é mais difícil encontrar nos estabelecimentos ainda é o álcool em gel. Crédito da foto: Vinicius Fonseca (24/03/20)

Consumidores de Sorocaba e Votorantim relatam desabastecimento de alguns produtos e elevação de preços nos supermercados por conta da pandemia do novo coronavírus. O produto que é mais difícil encontrar nos estabelecimentos ainda é o álcool em gel, e até mesmo o álcool líquido. Pães embalados também começam a faltar.

Outra reclamação dos consumidores tem sido a elevação de preços de alguns produtos, em razão da alta demanda nos últimos dias, por conta da Covid-19. Questionada, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) afirma que até o momento ocorrem somente faltas pontuais de alguns produtos e que a entidade continua acompanhando os preços dos produtos comercializados nos supermercados e em contatos com as respectivas associações responsáveis. “Toda a cadeia do abastecimento está preparada para que não haja falta de produtos nas gôndolas das lojas de todo o Estado”, diz a Apas.

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Já os órgãos de defesa do consumidor, Procon de Sorocaba e de Votorantim, divulgaram na tarde desta terça-feira (24) ações para coibir a prática de aumentos de preços dos gêneros alimentícios por conta do coronavírus.

O Procon Sorocaba emitiu nota técnica informando que, visando coibir o aumento abusivo de preços, que também tipifica prática de crime, está advertindo os estabelecimentos comerciais de gênero alimentício da cidade, especialmente supermercados, hipermercados e mercados, que a elevação injustificada de preços caracteriza conduta abusiva, passível de sanção administrativa com pena agravada em dobro do valor. Segundo o Procon Sorocaba, a fiscalização do órgão já notificou diversos estabelecimentos denunciados por consumidores nos últimos dias, assegurando que tem mecanismos para, através das notas fiscais, constatar a prática da conduta infracional.

O órgão orienta os consumidores que utilizem os canais eletrônicos disponibilizados, excepcionalmente durante o período, para formalizarem suas denúncias, ou seja: por meio do app Procon Sorocaba, do site do órgão (procon.sorocaba.sp.gov.br), redes sociais: Facebook e Instagram, ou ainda pelo WhatsApp: (15) 99198-2958.

Votorantim fiscaliza

O Procon Votorantim afirma que também fiscaliza mercados e começou ontem uma operação para coibir preços abusivos em produtos alimentícios, de limpeza e higiene. A ação será realizada em outros estabelecimentos durante a semana a fim de analisar os itens mais utilizados pelos consumidores, bem como investigar as reclamações que o órgão municipal recebeu.

De acordo com o diretor do Procon Votorantim, Ari Paulino Junior, entre os itens analisados estão água sanitária, desinfetante, papel higiênico, arroz, feijão carioca e leite. “Com as notas em mãos temos condições de saber se os mercados estão praticando preço abusivo ou se estão mantendo a margem de lucro”, explicou.

Ainda conforme o diretor, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a elevação sem justa causa. Com isso, caso sejam constatados os preços abusivos, o estabelecimento poderá ser advertido ou até mesmo multado. “O feijão, leite e arroz, por exemplo, estão com preços mais altos que o normal, mas isso em todos os mercados que avaliamos”, ressaltou.

Para fazer denúncias ao órgão, o atendimento está sendo realizado de segunda a sexta, das 8h às 12h, somente por e-mail e telefone. Os canais de contato são (15) 3243-4201/3243- 6206, ou pelo e-mail atendimentoprocon@votorantim.sp.gov.br.

Valores elevados

Consumidores sorocabanos que foram às compras recentemente disseram que não encontraram álcool em gel e sentiram aumento de preços em alguns produtos.

A relações públicas, Maria Cristina Paz, disse que esteve no domingo (22) em dois supermercados, em Sorocaba, ambos na zona norte. No primeiro ela cita que vários produtos básicos, como sabão em pó, estavam com preços elevados, diferentes da semana anterior. Por achar os preços abusivos, ela saiu do estabelecimento e foi a outro, que fica próximo. “No outro mercado encontrei os produtos com preços normais, sem aumento, e me surpreendi com algumas medidas tomadas, como carrinhos sendo limpos a todo momento com álcool em gel. Embora, o produto a gente não encontre no mercado para comprar”, afirma.

Outra consumidora, que não quis se identificar, afirma que foi ao supermercado, também na zona norte, pela manhã e achou o preço de algumas frutas elevado, como a banana, e também não encontrou álcool em gel e nem em líquido. “Os preços, de uma maneira geral, não estavam elevados, somente alguns produtos pontuais, mas tinha outros em promoção também”, conta.

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