Sorocaba e Região

Concessão a transporte de carga é obstáculo ao Trem Intercidades

Sobre o Trem Intercidades, Fioravante explicou que atualmente o trecho de Sorocaba ainda não foi licitado
Concessão a transporte de carga é obstáculo ao Trem Intercidades
Fioravante diz que aeroporto terá voos comerciais neste ano. Crédito da foto: Vinícius Fonseca (6/3/2020)

A atual concessão das operações ferroviárias para a Rumo ALL no transporte de cargas é um dos principais empecilhos para que o Trem Intercidades ligando Sorocaba a São Paulo torne-se realidade. A informação foi dada pelo assessor especial da Secretaria de Logística e Transporte do Estado de São Paulo, Luiz Alberto Fioravante, que até o ano passado era titular da Secretaria de Mobilidade e Acessibilidade da Prefeitura de Sorocaba. Ele participou na manhã desta sexta-feira (6) do Jornal da Cruzeiro, da rádio Cruzeiro FM 92,3 e disse também que ainda neste ano o Aeroporto Estadual de Sorocaba Bertram Luiz Leupolz iniciará as operações de voos comerciais.

Sobre o Trem Intercidades, Fioravante explicou que atualmente o trecho de Sorocaba ainda não foi licitado por conta de “dificuldades técnicas e burocráticas”. Em uma audiência pública, realizada na semana passada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Sorocaba não estava no projeto de concessão à iniciativa privada das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes a Itapevi) e 9-Esmeralda (Osasco a Grajaú). O projeto ainda contempla outras regiões metropolitanas como Santos, Campinas e São José dos Campos.

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Mesmo estando em outra pasta, a Logística e Transporte, Fioravante lembrou todas as iniciativas que tratavam da questão do trem de passageiros desde o primeiro governo do ex-prefeito Antonio Carlos Pannunzio, entre os anos de 1989 e 1992. “Já realizamos estudos para a instalação do trem há muito anos e até já tivemos a aprovação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, mas infelizmente não foi dada continuidade e precisamos que o governo federal resolva a situação com a Rumo ALL”, afirmou.

Ele lembrou que para Sorocaba, o trecho desativado de Brigadeiro a Mairinque pode ser uma boa opção para o projeto do trem até São Paulo e a concessionária Rumo ALL teria que ceder os trechos da sua concessão ao Estado para que o governo não precise construir uma nova linha, que demandaria mais recursos.

Fioravante acredita que as obras para o trem de passageiros da cidade até a Capital são viáveis, mas os trâmites da concessão, da questão técnica e dos recursos tornam-se mais demorados. “Essa situação com a malha férrea é o que inviabiliza que o trecho de Sorocaba comece a ser instalado junto com a linha de Campinas, que está com o projeto mais adiantado”, informou.

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Em nota, a Rumo informou que tem ciência do estudo que está sendo elaborado pelo município de Sorocaba, tendo inclusive firmado um protocolo de intenções com o mesmo. A concessionária segue aguardando o envio do projeto para que possa se manifestar quanto à sua viabilidade técnica.

Aeroporto

Segundo Fioravante, até o final deste ano o aeroporto de Sorocaba estará operando com voos comerciais e conforme informações do assessor, a Secretaria de Logística e Transporte faz contato com companhias aéreas para identificar o principal fluxo de passageiros. “Estamos aguardando as últimas regularizações para que a torre de controle opere plenamente e então poderemos disponibilizar o aeroporto para as companhias interessadas”, disse. Ele destacou que nos próximos meses o aeroporto será licitado e então será privatizado.

Ele lembrou que no início de 2019 o Estado contava com seis aeroportos estaduais em operação de voos comerciais e que encerrou 2019 com 11 unidades operando plenamente. “Ainda no primeiro semestre mais dois aeroportos terão autorização para voos comerciais”, disse Fioravante, referindo-se aos que estão localizados em São Carlos e Votuporanga.

Acesso na Raposo Tavares

Fioravante ainda falou do andamento do projeto da passarela que será construída na altura do km 106 da rodovia Raposo Tavares para os pedestres que precisam cruzar a pista e chegar ao novo Hospital Regional Dr. Adib Domingos Jatene. “O que gera maior dificuldade é o fato de o trecho ser concessionado”, afirmou. Ele explicou que há burocracia para que todos os envolvidos — CCR ViaOeste, Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) — entrem em acordo. “O secretário João Octaviano Machado Neto vem trabalhando para que tudo se alinhe e acredito que até a metade do ano as ferramentas já estarão em funcionamento”, disse. (Larissa Pessoa)

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