Sorocaba e Região

Colaboradores da Borcol alegam estar sem receber há três meses

O grupo diz estar sem pagamento e 13º salário
greve em sorocaba
Funcionários da Borcol estiveram reunidos na parte de fora da empresa. Crédito da foto: Erick Pinheiro (21/5/2019)

Cerca de 100 colaboradores estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (21) em frente à empresa Borcol, no bairro Cajuru, em Sorocaba. Eles realizaram uma manifestação, pois alegam estar há três meses sem receber o pagamento e também o 13º salário.

Um dos trabalhadores informou que as portas da indústria de borracha estão fechadas há pelo menos 20 dias. “Nem relógio trabalha sem pilha, a gente quer receber nosso dinheiro”, diz, preferindo não se identificar. O Cruzeiro do Sul tentou contato em dois telefones da empresa, mas as ligações caem direto na caixa postal.

O colaborador que entrou em contato com a reportagem diz trabalhar há pouco mais de um ano na empresa e a situação é recorrente. “Sempre vem acontecendo. Eles vêm sempre mentindo sobre o pagamento. Por enquanto, só fazendo bicos para sobreviver”, lamenta.

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Segundo o trabalhador, a alegação da empresa é de que “o dinheiro está bloqueado na mão de agiotas”. A ausência de pagamento acontece tanto no setor de produção quanto no administrativo, informa o Sindicato Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos de Borracha, Látex, Pneumáticos e Afins de Sorocaba e Região.

De acordo com o diretor da entidade, José Airton Faustino, houve uma audiência para discutir a situação na segunda-feira (20). A empresa, que estaria até com a energia elétrica cortada e sem dinheiro para comprar matéria-prima, teria aberto um Programa de Demissão Voluntária. “Para os que têm condição de arrumar um novo emprego e também para os que querem receber seguro-desemprego e fundo de garantia”, explica.

Ainda conforme Faustino, a Borcol se comprometeu a fazer ao menos um pagamento parcial da dívida até a próxima sexta-feira (24). “E no dia 27 vai acontecer uma nova audiência no Fórum Trabalhista, com o juiz Paulo Eduardo Belotti, para definir a situação”, cita.

Quando o Cruzeiro do Sul entrou em contato com o sindicato, dois colaboradores do setor de recursos humanos da Borcol estavam no local. Eles disseram não poder passar um posicionamento da empresa. Um deles passou um outro telefone de contato, diferente do que a reportagem vinha tentando. A ligação, porém, sequer se completava até o fechamento deste texto. (Esdras Felipe Pereira)

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