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Sorocaba e Região

Chocolate é paixão para quem gosta de preparar ou de comer

Um dos doces mais populares do mundo comemora hoje o seu dia
Chocolate é paixão para quem gosta de preparar ou de comer
Isabelle chega a abastecer quatro casamentos num mês e diz que o maior desafio do chocolate é a temperagem. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Um dos doces mais amados em todo o mundo tem um data especial e é hoje: o Dia Mundial do Chocolate. Ele pode ser amargo, ao leite, branco e até mesmo cor de rosa — e pode ser empregado em muitos preparos. O chocolate também é fonte de renda de muitas pessoas e vício de outras tantas. Os primeiros relatos do consumo da iguaria datam de 1500 a.C, pelos integrantes da civilização Olmeca, habitantes dos atuais territórios ocupados por México e Guatemala. Ele já foi um item de luxo e hoje há uma variedade enorme que atende todos os bolsos e gostos.

Em Sorocaba há muitas lojas especializadas no doce e as opções vão desde os preparos mais simples, como brigadeiros e bolos, até bombons finos, para ocasiões especiais. O brigadeiro é a porta de entrada da maioria dos confeiteiros e não foi diferente com Isabelle Lopes Dezorzi , 23. Na adolescência, a paulistana, que vive em Sorocaba há dois anos, pretendia ser veterinária, mas a necessidade de cozinhar por conta do trabalho fora de casa dos pais despertou o interesse pela gastronomia. “Fiz a faculdade e estagiei no Fazano, fazendo sobremesas. A partir daí o doce me ganhou e comecei vender brigadeiros”, conta a jovem.

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Atualmente, Isabelle realiza pelo menos quatro casamentos por mês e recebe grandes encomendas. Hoje, embora já trabalhe há três anos com o chocolate, completa um ano da fundação de sua própria marca. “Eu sou apaixonada por chocolate. Transformar o alimento em arte é algo que me fascina e consigo ver que as pessoas ficam muito satisfeitas com o que entrego.” Os preparos ocorrem na cozinha de seu apartamento e é lá que ela costuma receber noivos e aniversariantes, que fazem a degustação dos doces. Além das grandes festas, Isabelle também recebe pequenas encomendas, como caixas de bombons ou brigadeiros para presentear.

O período mais atribulado, conta, é a Páscoa, por conta da produção de ovos, mas também o mês de maio, em decorrência do grande número de casamentos. Em abril deste ano, conta, somente no domingo de Páscoa ela entregou 110 ovos em Sorocaba, Votorantim e São Paulo. “O maior desafio do chocolate é a temperagem, pois cada tipo tem uma temperatura ideal diferente.”

Sensação

Este ano, conta Isabelle, a grande novidade no mundo do chocolate é a qualidade ruby, que é naturalmente cor de rosa e tem sabor mais frutado. “É uma variedade de cacau que só é produzida na Costa do Marfim, Equador e aqui no Brasil. Por ser tão bonito, virou uma sensação entre os clientes e é um dos meus chocolates favoritos.” A variedade só é produzida por uma marca belga, que levou anos para identificar as amêndoas de cacau que têm uma quantidade maior de flavonóides, que resulta na coloração rosada e sabor diferenciado. Além da semente, há um processo de fermentação especial para não perder a coloração natural do chocolate.

Simplicidade e variedade

Sempre em busca do melhor para os clientes, Priscila Barbosa, 25, renova semanalmente o menu de sua confeitaria, inaugurada há menos de quatro meses. “Há três anos eu já trabalho com os doces, mas antes a produção era toda na minha casa. A demanda foi crescendo muito e eu precisei ter o meu próprio espaço”, conta.

Chocolate é paixão para quem gosta de preparar ou de comer
Priscila trocou a carreira na publicidade pela confeitaria, tendo o chocolate como seu principal ingrediente. Crédito da foto: Fábio Rogério

Ela relembra que durante a faculdade de publicidade e propaganda, cursada em São Paulo, começou a desenvolver uma marca de doces, mas sem ainda ter o produto. Para dar sentido ao logotipo que tinha criado, preparou bolos no pote e sua mãe postou nas redes sociais, despretensiosamente. “Começou a fazer muito sucesso e as pessoas começaram a enviar pedidos.” Priscila então passou a conciliar o curso superior com a confeitaria.

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Depois de terminar a faculdade, a jovem decidiu apostar todas as fichas nos doces e fez disso sua profissão. Além dos bolos no pote, Priscila faz bombons, brigadeiros, bolos de aniversário e sempre que algum cliente, principalmente as mulheres grávidas, pedem algo que está fora de seu menu, ela abre uma exceção e entrega. “No ano passado uma cliente me mandou mensagem falando que estava com desejo de ovo de páscoa recheado de bolo de cenoura. Não tem como negar algo para uma gestante. Eu fiz, postei foto e depois outras pessoas começaram a pedir”, relembra.

Clientes fiéis não faltam à Priscila e o bom e velho brigadeiro tradicional é, de longe, o docinho mais pedido. “Eu adoro testar sabores e tento me manter sempre atualizada com as tendências.” Embora tenha feito curso superior em uma área completamente diferente, Priscila participa de muitos cursos de aperfeiçoamento para ter sempre novidades no seu ateliê.

Consumo é bom, mas em pequena quantidade

Além de desencadear um possível excesso de peso, a ingestão de grandes quantidades de chocolate pode causar problemas como aumento na taxa de glicemia e quadros de diarreia. Segundo a nutricionista Cristiane Kovacs, o ideal é que sejam consumidos chocolates com mais de 70% de cacau, que possuem menor quantidade de açúcar e gordura e são ricos em flavonóides, um potente antioxidante.

Os antioxidantes ajudam a combater os radicais livres e retardam o envelhecimento. “Alguns estudos mostram que eles também melhoram o funcionamento dos vasos sanguíneos, estimulando a produção de serotonina e, consequentemente, melhorando o humor”, diz Cristiane.

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Para os diabéticos é indicado o chocolate diet, por não possuir açúcar. Mesmo assim, o produto deve ser consumido moderadamente, pois apesar de não ser açucarado, o chocolate diet é mais calórico que o chocolate tradicional. Por causa da falta de açúcar, o produto ganha quantidade maior de gordura, para manter o sabor. “A quantidade de chocolate indicada para se comer por dia é 30 gramas”, finaliza a especialista.

Quem se diz viciado sente até abstinência

Chocolate é paixão para quem gosta de preparar ou de comer
Katia não esconde que a gaveta de sua mesa, no trabalho, é recheada de chocolates. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Dor de cabeça, irritação, rigidez muscular. Todos esses sinais são típicos da abstinência de chocolate narrados por duas mulheres, que se dizem viciadas no doce. O chocolate faz parte da rotina da assistente de marketing Iara Ricardo, 25, e da diretora escolar Katia Cristina Vergilio Scanavez, 53. Com uma gaveta recheada de barras e bombons, Katia conta que não existe melhor forma de presenteá-la do que com chocolates. “Dá energia e é como se fosse um agrado que eu estou fazendo para a minha alma”, conta a diretora, que sempre ganha chocolates dos alunos e também dos familiares.

A sua maior preocupação com essa compulsão é com a saúde, mas ela conta que recentemente fez um check-up e está tudo em dia. “Já conversei com a minha endocrinologista e falei que sofro muito se não puder comer chocolate e ela autorizou. Falou para eu comer pequenas porções diárias. Apenas o suficiente para dar prazer”, conta. O amor por chocolate, relembra, surgiu ainda na infância e com o passar dos anos foi se intensificando. “Se acaba meu chocolate eu faço uma mistura de achocolatado com leite condensado ou leite normal. Sem chocolate não consigo ficar”, relata.

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Diante da abstinência, além da dor de cabeça, a nuca de Katia também fica muito dolorida por conta da tensão que sente sem o doce. Ela afirma que seu vício é tão intenso que ela até possui cadernetas em várias docerias da cidade. “Se é doce que tem chocolate eu já quero.”

Chocolate é paixão para quem gosta de preparar ou de comer
Iara estima que gasta cerca de R$ 200 no mês no consumo de chocolates. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Já a jovem Iara relata que não consegue controlar a ingestão de chocolate. “Enquanto não acaba eu não paro de comer e o cheiro do chocolate já me deixa mais calma.” Para evitar problemas de saúde, ela tenta manter uma alimentação balanceada — com exceção do chocolate, é claro. A iguaria, inclusive, abre o apetite de Iara, que troca a ordem das refeições. “Eu prefiro comer o chocolate antes do almoço e depois à noite eu como também.” O vício também custa caro e, para mantê-lo diariamente, ela opta por chocolates mais simples, como pequenas barras de marcas populares. “Chutando baixo eu gasto uns R$ 200 por mês.” (Larissa Pessoa)

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